

Nascida em Portugal, mas brasileiríssima até a última gota de sangue, Carmem Miranda foi a primeira superestrela nacional. Antes de ir para os Estados Unidos, em 1939, já tinha uma carreira de dez anos no país e muito respaldo na Argentina, onde ao lado da irmã Aurora, eram tratadas como divas.
Gravou faixas que atravessam anos e continuam no imaginário popular, como a marchinha “Taí (Pra Você Gostar de Mim)”. Ajudou a moldar o Samba. Estilizava suas roupas com ideias vezes mirabolantes, mas com um quê sublime de elegância. Tinha presença de palco com seus olhos verdes sedutores. Era uma artista completa. Uma mulher formidável.
Tudo sobre a vida e carreira de Carmem estão neste livro do jornalista-biográfico Ruy Castro. Sem pestanejar, Ruy escreveu a maior biografia de um brasileiro, um paçoco com pouco mais de 600 páginas. E não é só da Pequena Notável que a obra trata: em primeiro momento conhecemos o começo do Carnaval carioca e depois a era de ouro de Hollywood.
Ruy consegue prender o leitor ao dar um ar mágico à vida de todos os envolvidos com Miranda – dos mais canalhas e sanguessugas aos amigos do peito. Conseguimos imaginar detalhadamente as luzes do Cassino da Urca ou os estúdios da Odeon ou Victor, no Rio de Janeiro. Nos transportamos para a fria Nova York quando Carmem aceitou voltar à estaca zero, mas em poucos dias ascendeu meteoricamente até aportar na ensolarada Los Angeles e se tornar uma das mulheres mais bem pagas de seu tempo.
Mas nem tudo eram balangandãs, frutas e sapatos de plataforma para Carmem. Um lado triste de sua vida, ao lado do glamour que vivia nos palcos e das risadas espontâneas que arrancava das plateias, é descrita com precisão cirúrgica.
Em “Carmem: Uma Biografia”, temos a oportunidade de conhecermos a mulher que foi – e é até hoje – a imperatriz do Brasil no mundo. Com ou sem estereótipos negativos, mas imersa num arquétipo positivo, foi Carmem Miranda a portuguesa que de fato descobriu e se moldou em nossas terras. E ainda ousaram dizer que ela voltou americanizada…

É isso mesmo, pessoas queridas. O Vestiário está com essa bola toda e foi convidado para cobrir um show do SESC Noites Cariocas. Que chique, né? E eu, como blogueira do time que está sediada na cidade da beleza e do caos, fui convocada para está super difícil (NOT) missão.
E é só chegar no local para perceber a diferença que faz um evento ter a alcunha de Noites Cariocas. Tudo ali é uma homenagem declarada ao Rio de Janeiro e ao que ele tem de melhor (ou pior). Desde à localização do evento em um Armazém desativado no Píer Mauá, zona portuária da cidade, passando pela bela paisagem da Baía de Guanabara com a Ponte Rio-Niterói ao fundo. Isso sem contar a maior concentração de gente bonita por metro quadradro da noite. E o calor. Muito calor!
No palco, pra deixar todo mundo mais suado ainda, os mineiros do Jota Quest. No repertório, os sucessos do último álbum “La Plata” como “Vem Andar Comigo” e “Seis e Trinta”, além de músicas que marcaram a carreira da banda como “Sempre Assim”, “Só Hoje” e, pra terminar, “Do Seu Lado”. No mais, os meninos entregaram um show coeso, direto e sem firulas.


Em relação à organização do SESC Noites Cariocas, nada de negativo pra falar. Do lado de fora, sem nenhum tumulto na bilheteria. No lado de dentro, o espaço do Armazém foi muito bem aproveitado e decorado com puffs e uma iluminação bem charmosa, além da adição de uma pista de dança com DJs que animou a galera all night long.

Em relação à estrutura do palco, ponto pra organização por ter pensado em um formato de concha. A banda no meio e o público em volta. E como o lugar destinado ao show é bem intimista, o áudio ficou sensacional. Sem dispersões.

No entanto, só tenho uma detalhe que me incomodou pra comentar. Devido ao calor que fazia e pra não deixar a galera morrer abafada, a organização optou pela instalação de ventiladores na área onde o público circulava. Esses ventiladores borrifavam água pra deixar o ambiente menos quente. Só que na hora do show, os ventiladores, além de água, borrifavam areia pra cima do público. Não sei se tem alguma coisa a ver com o lugar, mas a sensação não foi nada agradável.

No mais, gostei muito de ter sido convidada pro SESC Noites Cariocas. É um ótimo evento, com boa música e gente bonita. E, pra quem tá em dúvida, aproveita que esse é o último fim de semana com direito a Nando Reis hoje, 05/02, e Frejat amanhã, 06/02, e dá uma passada por lá.
Camaleoa: Aguilera foi cachorra em 2002 e diva em 2006Está oficialmente aberta a (nova) temporada de retorno de Christina Aguilera! Quem é fã da moça já passou por essa sensação outras vezes. Primeiro em 2002, quando ela adotou um visual “potranca” para “Stripped”. Depois, em 2006, vimos a mesma história acontecer para a divulgação de “Back To Basics”, que trouxe uma Christina Aguilera repaginada no visual “diva anos cinquenta”.
Em 2008 ela lançou uma coletânea, duas novas músicas e um visual novo também. Mas não deu para dar muita bola, porque não tinha nada de muito novo, e na verdade, vamos convir que ela estava igual a Lady Gaga.
Ontem, no “Hope For Haiti Now” – um show realizado com grandes nomes da música mundial para arrecadar doações ao Haiti – ela apresentou uma canção inédita que estará no disco “Bionic”, a ser lançado em março. Para o novo álbum, Christina também mudou o visual e falou sobre uma renovação de seu estilo musical, como é de costume.
Eu tinha muito expectativa por essa apresentação, e pelo que parece, é o que estou esperando há bastante tempo. Porém, “Lift Me Up” (vídeo abaixo), a faixa apresentada, não tem nada de novo. É uma música simples, mas que não deixa de ser linda.
Poderia chamar de uma Christina Aguilera pura, sem tema, sem década de referência e sem um estilo inédito. E isso soou ideal para mim. É a primeira vez que a vejo sem querer “trying to hard”, sabe? Não que ela não segure as mudanças, ela segura tudo! Eu acho que ela pode fazer o que quiser, porque sempre faz bem. Mas eu, como fã absoluta, apoio tudo, adoro tudo… Mas no final, sempre me apaixono por ela menos montada e temática.
Quando vi as fotos para a revista Marie Claire de fevereiro, fiquei ansiosa pra ver no que essa pessoa ia dar musicalmente. Mas confesso que bateu uma certa preguiça de pensar em mais uma temporada de retorno de Christina Aguilera, e tudo de novo. Porém, depois de ontem, acho que agora será algo mais leve. Teremos sua voz incrível, uma penca de músicas boas, apresentações inesquecíveis e batom vermelho de vez em quando, por que senão não seria a Christina Aguilera, não é?
Enquanto esperamos no que vai dar “Bionic”, fique com um exemplo de como ela é impecável sendo simples:
Tem como não amar?
É sempre assim, basta um cataclisma e estrelas da música de todos os quilates esquecem possíveis rivalidades e ficam juntas pela causa. Hipócrita ou não, essa atitude – ainda mais nesses tempos – acaba chamando a atenção.
Madonna no Live8, em 2005Exemplos não faltam nos últimos anos: Live Aid, Live8, Pavarotti & Friends, Live Earth, America: A Tribute To Heroes, United We Stand: What More Can I Give…
E, agora, vários estarão juntos na tentativa de arrecadar dinheiro para o Haiti. Se não bastasse uma história cruel – com intervenções militares dos Estados Unidos, ditaduras e corrupção desenfreada – o país mais pobre da América Latina ganhou de presente um terremoto dos grandes. Se antes o país não tinha nada, agora perdeu tudo.
Na noite de hoje (22 de janeiro), acontece uma série de shows chamado “Hope For Haiti Now”. O evento será simultâneo em Nova York, Los Angeles e Londres. Aqui no Brasil a transmissão ao vivo, a partir das onze da noite, será na MTv e no canal pago NatGeo. As redes sociais Facebook e Twitter também se comprometeram em ajudar na divulgação para aumentar as doações.
Madonna, Christina Aguilera, U2, Beyoncé, Justin Timberlake e mais uma penca já confirmaram presença. Já o Kanye West, rei da arrogância e da vergonha alheia, foi cortado pela organização do evento. Vai que ele cisma de dizer que gosta do Haiti, mas o terremoto deveria ser no México?
Mas não acaba por aí: Rihanna regravou “Redemption Song”, de Bob Marley, e toda a renda com as vendas no iTunes será enviada ao país. Jay-Z e U2 uniram forças numa faixa já gravada que será lançada na próxima semana.
Lionel Richie, juntamente com Quincy Jones, desenterrará “We Are The World” – que neste ano faz bodas de prata. A gravação, com os artistas do momento como John Legend e Alicia Keys, será na noite do Grammy.
Ke$ha está começando agora. E, como toda boa cantora loirinha em ascensão que se preze, ela investe no visual:
Foto: Reprodução/Kesha-Daily
- Cabelo picadinho copiei das gêmeas Olsen: Confere!
- Jaqueta estilo Paquita de luto (ou Beyoncé-se-achando): Confere!
- Luvas rasgadas Madonna início de carreira: Confere!
- Legging com várias tachinhas os anos 80 ligaram: Confere!
- Galochas que estão super em alta no Brasil em tempos de enchente: Confere!
Agora, eis que pergunto: de onde ela tira inspiração pra essa miscelânia toda?
Jura que é no lixo? Não tem quem diga…
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.