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(What’s The Story) Morning Glory?; Oasis

15/05/081
  • (What's The Story) Morning Glory?; Oasis
    1. Nota: 4,5
    2. Selo: Epic
    3. Ano: 1995
    4. Gênero: Rock

“(What’s The Story) Morning Glory?”, segundo disco do Oasis, segue uma proposta diferente de “Definitely Maybe”, lançado um ano antes. O trabalho firmou-se como o auge do Britpop e transformou, de uma vez por todas, os garotos vindos de Manchester em os novos ícones da música britânica, ficando atrás dos Beatles.

Mas se engana quem pense que o Oasis ganhou notoriedade apenas pela musicalidade. As constantes brigas entre os irmãos Liam e Noel Gallagher e as alfinetadas com o Blur (outra banda inglesa que se destacava na época) contribuíram bastante para a exacerbada exposição dada à banda com esse segundo trabalho.

Talvez seja pelo inconstante controle emocional de seus membros que “(What’s The Story) Morning Glory?” é um disco fantástico e quase próximo à perfeição. Analisadas uma a uma, as músicas soam diferentes uma das outras, mas no fim, funcionam muito bem juntas, como se fossem uma história. A trilha-sonora da Inglaterra, com seus pubs, sua energia enigmática, seu humor e fins de semana nublados.

A primeira faixa, “Hello”, sintetiza bem a idéia de dualidade. Se num primeiro momento a composição remete a alguma fossa ou depressão pós-relacionamento, em poucos instantes vira um aviso que o problema da relação não era o narrador; a tão famosa arrogância britânica está muito bem representada.

Pulando a segunda música, “Roll With It”, deparamos com a fantástica “Wonderwall”, que virou hit em quase todo o planeta. O refrão cola, a letra é simples e a melodia é bastante reflexiva. A voz de Liam brincou entre tons abusados e sensuais, predicado que soube fazer muito bem em quase todo o disco. Ele não é dono de um vozeirão, o que nunca se mostrou empecilho pra sua liberdade criativa e desempenho como cantor.

“Cast No Shadow” e “Champagne Supernova” são repletas de nuances. Ao mesmo tempo em que servem como releitura de clássicos, colocam a forte e insana personalidade do Oasis como estampa principal. A primeira funciona como uma carta aberta para a juventude pós-moderna e sem personalidade, que nascera no fim década de 1970 e vivia o auge econômico em meados da década de 1990. A segunda, a última faixa do disco, parece desconexa e resultado de uma viagem causada por entorpecentes, experiências espirituais ou tentativas de suicídio.

Beirando ao cômico, tanto na letra e na melodia, “She’s Eletric” também merece destaque nas 10 músicas que compõem “(What’s The Story) Morning Glory?”, as outras duas não recebem nomes e fazem o papel de ponte entre as três partes que o disco é dividido. E, usando uma das perguntas feitas no refrão, “do you know what I’m saying?”: Se saber o que o Oasis quis dizer é ter ciência que eles beiraram ao profissionalismo e à magia que a boa música pode causar? Sim, o mundo todo já sabe!

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1 Comentário

  • Heliarly Rios

    em 14/6/2008 às 03:08 1

    São a minha banda preferida. Hoje ouço mais Arctic Monkeys e Strokes, mas o Oasis marcou. Desse Cd gosto muito da Don’t look back anger. Mas o primeiro Cd deles ainda é o meu preferido. Definitely Maybe, marcou e não foi pouco, o maior de todo uma geração!

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