

Mariah Carey se destacou durante a década de 1990, tendo uma das carreiras mais bem sucedidas do cenário musical estadunidense. Há treze anos chegava às lojas seu sexto disco, “Daydream”. Para muitos, é o seu melhor trabalho; para tantos outros, apenas mais uma coleção de canções sem graça e repletas de berros. Independente de qual o posicionamento musical do ouvinte, os predicados deste trabalho não podem ser esquecidos.
Na época, Carey tinha apenas 25 anos e já mostrava segurança como intérprete e capacidade como compositora e produtora. Exceto a regravação de “Open Arms”, música da década de 1980, todas as outras onze faixas são de sua autoria; sozinha ou ao lado de produtores respeitados.
Mariah ainda era casada com Tommy Mottola, até então presidente de sua gravadora, a gigante Sony Music. Tommy controlava todos os passos da vida profissional e pessoal da esposa. E é justamente pela presença de um vilão, que “Daydream” se transforma num trabalho diferente de seus melodramáticos lançamentos anteriores.
A conseqüência de Tommy mandar e desmandar em qualquer melodia que o desagradasse, fez da melancolia elemento principal presente do primeiro ao último segundo dos devaneios de Mariah. Mesmo a primeira faixa, “Fantasy”, se destacando pelo ritmo dançante, fica claro que ela queria de todo modo mudar os caminhos de sua vida.
Seria fácil falar as qualidades de uma por uma das canções disponíveis neste trabalho; porém, algumas se destacam. “Underneath The Stars” te transporta para os anos sessenta em um respeitoso tributo à era Minnie Ripperton. “Always Be My Baby” tem refrão contagiante. “One Sweet Day” é uma reflexão sobre a morte e a esperança de reencontrar, um dia, com a pessoa que se perdeu. “Looking In”, pra finalizar, te induz a pensar em quem é você em meio a tantos paradigmas.
“Daydream” é, em todos os aspectos, uma outra Mariah Carey dessa conhecida nos dias de hoje. Num composto de sonhos juvenis com a maturidade forçada, acima da imagem de cantora da voz descomunal, aqui está estampado a mulher que realizara o sonho americano; mas, com olhar opaco e alma calejada. Infelizmente, hoje ela dificilmente faria algo do mesmo patamar. Pobre Mariah, ela apenas deixou de lutar e virou refém de suas próprias ilusões.
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Bruno Costa Pinto
em 16/11/2008 às 14:18 1Adorei! Parabéns pela matéria ;-)
Marisa
em 2/2/2009 às 00:43 2Existem 3 álbuns que marcaram a minha vida… na verdade, fizeram parte dela na época mais complicada e, ao mesmo tempo, a melhor fase dela: adolescència.
São eles: Crossroad, da banda Bon Jovi.
Jagged Little Pill, Alanis Morissette, e, o principal,
DAYDREAM, Mariah Carey.
Conheci Mariah através deste álbum, mais precisamente, com a música One Sweet Day, quando tinha apenas 13 aninhos e isso já faz tempo, pois, agora, já tô no 2.5 hehehehe
Enfim, é um álbum maravilhoso e completo.
Sempre falo que o Daydream foi a reunião do melhor daquela antiga Mariah… um resumão de toda música que ela havia feito nos anos 90, talvez uma despedida, um “the best of”, já que no álbum seguinte assistimos e ouvimos a verdadeira “emancipação” da Carey. E, depois disso, tudo mudou… enfim, Daydream é O álbum, mas sou suspeita pra falar.. hehehehe