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Descobertas: Charlotte, Regina & Iara

22/12/080

Não há como negar, um dos melhores atributos da internet é a facilidade de podermos encontrar músicas que nem pensávamos existir. Se a pirataria pode fazer mal à Indústria Fonográfica, em contra partida possibilita ao público entrar em contato com um leque de artistas/bandas dos mais variados gêneros.

Toda semana postarei aqui no Vestiário três discos bacanas que tive a chance de conhecer através da internet. Para baixar os dito-cujos, dá uma procurada no Google que é fácil achar (ou, basta clicar no título do disco que tem um link para o site que eu peguei -mas não conta isso pra ninguém!).

5:55
Charlotte Gainsbourg

“5:55” é o segundo disco da atriz francesa Charlotte Gainsbourg. Lançado em setembro de 2006, “5:55” mescla faixas cantadas em inglês e francês. Ela é filha do poeta francês Serge Gainsbourg com a cantora inglesa Jane Birkin e já aos 13 anos colocou no mercado o disco “Lemon Incest”, com composições de seu pai.

“5:55” é um bom serviço não apenas ao Pop, mas também à música. Todas as onze faixas são sensuais, comedidas e misteriosas. Eu destaco “The Songs That We Sing” pela vibração pós-moderna, “Tel Que Tu Es” por harmoniosamente mesclar francês e inglês e “AF607105” por conseguir envolver o ouvinte. Também merecem carinho a faixa-título “5:55” e “Beauty Mark”.

E só uma curiosidade sobre Charlotte: A voz usada na introdução de “What It Feels Like For A Girl” – música de Madonna lançada em 2000 no disco “Music” – é dela no longa “The Cement Garden”.

Outonos
Regina Souza

Regina Souza é uma belo-horizontina com anos de estrada. Em outubro deste ano lançou “Outonos”, produzido por Rodrigo Campello este disco viaja por vários estilos da MPB. Eu recomendo a releitura de “A Estrada” (faixa do Cidade Negra), a delicada faixa-título “Outonos” e a pueril “Quem Sou Eu”.

Macunaíma
Iara Rennó

É inegável a importância de “Macunaíma – O Herói Sem Nenhum Caráter”, de Mário de Andrade, para a literatura brasileira. E, possivelmente, daqui a uns 10 anos o disco lançado pela paulistana Iara Rennó terá uma importância (quase que) equivalente para a Música Popular Brasileira.

“Macunaíma” é muito além da obra de Mário musicada, é um disco que revela a essência literária e musical de uma nação tão grande e plural como a nossa. E, justamente por ser um disco tão poético e especial, não existe nenhuma faixa que se sobrepõe a outra; é como um livro, tem que ser degustado como um todo.

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