Dos inúmeros discos lançados este ano, Vestiário – com a ajuda de alguns visitantes – selecionou os 10 Melhores Nacionais e os 10 Melhores Internacionais.
A ideia foi fazer a lista mais eclética possível, por isso você vai deparar com discos que foram um estrondo de vendas (por estrondo hoje em dia leia-se o máximo de 10 milhões cópias mundialmente) e alguns que pouca gente conhece.
Esta é a primeira parte da lista - que será divida em quatro, uma parte por dia - com a última parte divulgada dia 30 com o primeiro lugar de cada categoria.
Independente de ser Pop, Rock, MPB, cult ou blasé, cada um dos vinte eleitos pelo Vestiário se destacaram de certa forma. Alguns pela excitação causada aos fãs, por marcar um novo caminho para seu genitor ou simplesmente por ser bacana.
Por isso, ache um bom site de downloads e tenha ao seu alcance as pérolas musicais que encheram os ouvidos do público em 2008. Vamos à primeira parte com os seis melhores?

O coletivo Sonantes é formado pela brilhante CéU (talvez a cantora brasileira com mais respaldo no exterior atualmente) e mais quatro rapazes. De maneira despretensiosa, o grupo confeccionou dez faixas cosmopolitas e moderninhas na medida certa, e por isso, carregadas de brasilidade sem a presença de nenhum clichê. Condensado e personalizado, “Sonantes” se destaca pelas músicas “Carimbó”, “Mambobit” e “Quilombo te Espera”.
Lançado em abril, a fórmula Pop proposta por Mariah Carey figura entre os melhores já lançados pela moça em seus 18 anos de estrada. Mesclando baladas mela-cueca com batidas urbanas, “e=MC²” é uma boa pedida para um público cansado de ouvir as mesmas pseudodivas tentando soar competentes. Os destaques vão para a animada “Migrate”, a sensual “Touch My Body”, a pesada “Side Effects” e a reflexiva “Bye Bye”.

Nos anos 80 Toni Platão era o vocalista da banda Hojerizah, depois ele fez alguns trabalhos solos e se focou em um público específico. “Pros que Estão em Casa” é uma compilação de músicas que marcaram o universo pessoal de Toni; gravado ao vivo – mas sem público – o disco traz a releitura brilhante de “Mares da Espanha” de Ângela Ro Ro, uma parceria bem-sucedida com Zélia Duncan em “Carne e Osso” e a empoeirada “Louras Geladas” do RPM.
Em “Flavors Of Entanglement” Alanis, definitivamente, deixou no passado estereótipos. Eletrônico, plástico e experimental são os únicos adjetivos possíveis para este disco que não é o melhor da cantora, mas que está longe de ser um dos piores do ano. “Not As We” talvez seja o único resquício daquela Alanis desengonçada da década de 90, “Moratorium” tem um ar de mantra e “Underneath” é pulsante na mesma medida que evoca uma reflexão.

O segundo de Luciano Nakata, sob o codinome de Curumin, é o tipo de disco que funciona plenamente. Todas as faixas são indispensáveis, bem exploradas e milimetricamente globalizadas. “Japan Pop Show” traz o Samba dialogando com variados gêneros. “Mal Estar Card” brinca com o consumismo, “Caixa Preta” é embalada por um Funk Carioca enquanto critica a mídia e “Magrela Fever” parece narrar a história de amor com uma bike.
Lançado em abril, “Hard Candy” pode até ser difícil de engolir em comparação a outros discos da Rainha do Pop, porém, Madonna conseguiu a proeza de fazer um trabalho modinha sem parecer modinha. Com as mãos do já saturado Timbaland, “Hard Candy” remete ao início da carreira de sua doceira. Os destaques vão para a apocalíptica “4 Minutes”, a exaltante “Give It 2 Me”, a interessante “Devil Wouldn’t Recognize You” e a crua “Dance 2Night”.
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
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William
em 26/12/2008 às 15:14 1Muito bem escritas as resenhas. A lista ficou bem diversificada e justa. =)