Ontem (28/12) demos uma pausa na lista dos 20 Melhores Discos de 2008 mostrando os Piores de 2008, só para quebrar o clima e falar que não foram somente bons lançamentos que tivemos neste ano. Afinal, todo ano tem disco ruim saindo.
Agora, vamos continuar com a listinha e ver quais os discos que abocanharam a quarta, terceira e segunda posição? Mas antes, vamos recapitular:
Na primeira parte ficamos do décimo ao oitavo lugar. Na segunda tivemos Jota Quest, Lenine e Gilberto Gil como o sétimo, sexto e quinto melhor disco nacional; já internacionalmente teve Daniel Powter, Metallica e Coldplay.

Magicamente aberto por “Amadurecência”, um poema com ares apocalípticos, “Segundo Ato” respira arte em todas as faixas. Muito mais que um disco, o segundo lançamento da trupe é uma apresentação teatral – o que explica o grande público em qualquer show deles. Meio cult, o trabalho se propõe a discutir a sociedade e os relacionamentos, e de forma envolvente como nas faixas: “O Cidadão de Papelão”, “Sina Nossa” e “Sonho de uma Flauta”.
Lançado em novembro, o terceiro disco da britânica Dido já mostra a que veio logo na capa: Um astronauta solitário sobre o Planeta. Assim são as sensações passadas pelas onze faixas, um sentimento de vazio mas com um mundo a ser explorado. Dido perdeu o pai em 2006, e justamente por isso procurou fazer em “Safe Trip Home” algo mais introspectivo e sereno, e que também contasse uma história. É um trabalho empolgante, cândido e minimalista.

Marítimo”, lançado em 1998 pela gaúcha Adriana Calcanhotto, foi o primeiro de uma triologia trazendo o mar como tema principal. Dez anos depois saiu a segunda parte: “Maré” é um disco que figura como os melhores lançamentos brasileiros deste ano. Mantendo a simplicidade que caracteriza seus trabalhos, Adriana consegue empolgar do começo ao fim, principalmente em “Porto Alegre”, “Um Dia Desses”, “Seu Pensamento” e “Para Lá”.
James Morrison conhece perfeitamente a poderosa e sensual voz que possui, e sabe usá-la. Mais maduro que em seu primeiro disco, James ainda manteve a uma estética voltada ao Blues e ao Soul, porém seguiu uma cartilha mais Pop em “Songs For You, Truths For Me”. Um disco repleto de boas músicas, mas comedidas em não serem essencialmente comerciais. Os destaques ficam para “You Make It Real”, “Precious Love” e “Dream On Hayley”.

Depois que os Los Hermanos deram uma pausa, Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo lançaram trabalhos independentes. Marcelo fez o disco “Sou” e depois resolveu que o melhor para o seu coração seria a Mallu Magalhães. Já o Rodrigo juntou com o Fabrizio Moretti (baterista do The Strokes) e uma moça bonita para formar o coletivo Little Joy. Cada um a sua maneira, com gêneros diferentes e discos fantásticos:
Para início de conversa, todas as faixas são ÓTIMAS! Antes de ouvi-las tive medo que a ausência dos outros integrantes do Los Hermanos pudesse deixar a impressão de “faltando algo”. Mas o que aconteceu foi exatamente o contrário; Marcelo Camelo conseguiu cobrir o buraco deixado, com elementos que enriqueceram muito o produto final.
Trecho retirado do blog Nerds Somos Nozes
Ouvir Little Joy é uma experiência sinestésica. Da primeira à última música, várias imagens vão passando na cabeça, a maioria envolvendo um pôr-do-sol na praia. É esse clima de um grupo de amigos numa praia, num fim de tarde, cheio de referências havaianas (…) que faz com que a audição seja uma experiência tão agradável. E com um cheirinho de mofo ótimo para os ouvidos.
Trecho retirado do site Pílula Pop
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