Legal?NãoSimnada ainda

O Essencial de Mariah

24/04/0919

Okay, eu confesso: Eu sou fã da Mariah Carey. Sei que sempre dou umas cutucadas nela aqui no blog, mas é tudo com amor. Durante alguns anos, a Rainha da Cafonice foi presença constante na minha vida, e acho que por isso me sinto no direito de fazer algumas piadinhas – algumas até de mal gosto, confesso.

foto: DivulgaçãoMariah CareySim, é a Mariah Carey. Só que há 14 anos…

De toda a sua discografia, destaco duas obras como sine qua non. “Daydream”, de 1995 (já falei dele aqui) e “Butterfly”, lançado dois anos depois. São trabalhos bacanas, bem feitos e profundos. Ao contrário do que a maioria está acostumado a ver na Mariah Carey hoje, ambos são mais R&B e adultos.

Em dezembro do ano passado falei um pouco sobre “Merry Christmas”, o disco natalino da Mariah Carey

Acho que o meu maior apreço por tais discos está em eles terem me ajudado muito na época que tive depressão (profunda) e precisava de algumas músicas para me fazerem refletir sobre a vida. Enquanto “Daydream” é mais angustiante, “Butterfly” soa mais libertador. Dois pesos e duas medidas, mas que andam lado a lado.

foto: DivulgaçãoMariah CareyVoe borboletinha, voe…

Mas, além desses dois discos (e consequentemente todas as suas faixas), Mariah Carey também possui músicas que merecem pelo menos um pouquinho do seu tempo. Afinal, a mulher é uma cantora, tem uma voz que além de potente (okay, a voz era potente) é linda. Não é a toa que ela foi um fenômeno de vendas na década de 90 e encabeçou, ao longo de quase 20 anos de carreira, 18 músicas em primeiro lugar no principal hit parade da Billboard.

Custa nada escutar, né? Por isso, segue uma listinha com dez músicas da Mariah que valem uma apertada no play. Só pra constar: as músicas estão em ordem cronológica e não foram necessariamente lançadas como singles.

Vision Of Love
1990, do disco “Mariah Carey”

“Vision Of Love” foi sua primeira música e logo de cara deu projeção à moça. Também pudera, só os vocais valem a pena. É uma faixa que te faz refletir sobre alguma desilusão amorosa; e em qualquer gênero, número ou grau.

Can’t Let Go
1991, do disco “Emotions”

Ao contrário da anterior, essa é uma faixa onde a potência de sua voz está mais sutil. Mas não quer dizer que qualquer um possa sair cantando “Can’t Let Go”, não é mesmo Wanessa Camargo?!

One Sweet Day
1995, do disco “Daydream”

Uma música que consegue o feito de ficar quatro meses seguidos como a mais popular dos Estados Unidos merece o mínimo de respeito. “One Sweet Day” é uma parceria com o grupo Boyz II Men e é uma das poucas canções que falam de morte sem ser ridícula ou demasiadamente sentimental.

Open Arms
1995, do disco “Daydream”

Regravação do grupo de Rock Journey (original aqui), ela manteve um pouco do estilo original. A voz está, por assim dizer, orgânica. A música flui e faz bem aos ouvidos.

Looking In
1995, do disco “Daydream”

Tire qualquer objeto cortante de perto, não chegue perto de nenhuma janela e segure as lágrimas. Depressão com classe é para poucos. Vai um uísque envenenado aí?

Butterfly
1997, do disco “Butterfly”

Sabe quando a gente perde uma pessoa importante? E não estou falando de morte. Falo de quando essa pessoa simplesmente desaparece das nossas vidas e todo o santo dia ela faz falta, porém temos que aceitar a situação. Então…

Close My Eyes
1997, do disco “Butterfly”

Se um dia ela flertou com o suicídio, foi com “Close My Eyes”. Em menos de cinco minutos a história da vida de muita gente exposta numa voz doce, fraterna e sincera. Possivelmente a minha preferida em dias que a autoestima resolve sumir.

Bliss
1999, do disco “Rainbow”

Boa pra transar…

Bringin’ On The Heartbreak
2002, do disco “Charmbracelet”

Se tem uma coisa que ela sabe fazer bem é cover de Rock. “Bringin’ On The Heartbreak” foi lançada pelo grupo britânico Def Leppard em 1980. Em sua versão, ela deixou de lado os excessos do Metal e usou e abusou do R&B mesclado com a guitarra de Dave Navarro.

Migrate
2008, do disco “e=MC²”

A única animadinha da lista. Merecia ter sido mais divulgada.

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19 Comentários

  • Rubinho

    em 24/4/2009 às 23:11 1

    Dessa lista eu tiraria “Bliss”. Essa música me irrita muito. E concordo com “Migrate”. Essa música é fantástica e foi esquecida. Uma pena.

    Ai, deixa eu parar de falar em Mariah, pois esse é um caso de amor e ódio que vai longe. heheheeh

  • André HP

    em 25/4/2009 às 03:03 2

    Butterfly é nostálgica Oo’

  • Ana Gori

    em 25/4/2009 às 13:43 3

    Concordo em gênero numero e grau com o Rubinho. Nada mais a falar.

  • Mari

    em 25/4/2009 às 14:52 4

    Concordo em gênero numero e grau com o Rubinho. Nada mais a falar.
    [2]

  • João Paulo

    em 25/4/2009 às 15:02 5

    Esse tipo de texto, que não faz eu desanimar da Mariah. É meio nostálgico eu sei, mas é bom relembrar o quanto a Mariah é talentosa. As vezes eu acredito que ela tá fazendo o sentido inverso. No início da carreira, suas músicas eram maduras e profundas; e hoje com o passar da idade parece que ela está regredindo, pedindo pra ser tocada, etc…

    Mesmo assim amo.
    BJS

  • Thiago

    em 25/4/2009 às 15:05 6

    Hum, adorei o post, como eu disse pra você no MSN, transe ouvindo Bliss e você gemerá mais do que a Mariah auhauahauahua

  • João Paulo

    em 25/4/2009 às 22:07 7

    que horror

    hauhuahuahuahua

  • Fabio Santos

    em 26/4/2009 às 14:19 8

    Cara, sou fã da Mariah, mas a mariah de antes !!!
    Gosto muito das musicas do Rainbow, music box, daydream, butterfly, mas somente antes da fase de 99′.
    Mariah nunca mais foi a mesma, se vendeu á “luxuria” heheh
    Dá saudades da época que ela vendeu mais que a propria Madonna !!!!

    Belo Post meu caro

  • Fred Santos

    em 28/4/2009 às 09:52 9

    É até redundante falar que a Mariah voltou a ser a MARIAH que algumas pessoas aqui falam a partir do ano de 2005 com o Emancipation Of Mimi. Realmente depois que ela saiu da sony music, ano de 2000 até We Belong Together em 2005, acho que ela mesma gostaria de apagar esses 5 anos obscuros e confusos de sua carreira.

    Agora não, Mariah é sim aquela de antes, com peso, consistência, letras, e “voz potente sim” é óbvio, só que com uma sonoridade diferente, onde nem sempre os seus vocais são privilegiados, e sim a música. Eis para nós, a “mãe das cantoras”, apelido dos norte-americanos dado a Mariah, que por sua vez nos dá em retribuição nos últimos dois anos, 2 cd’s da maior importância nessa fase “Rainha do R&B”.

    O que falam por lá, é que o que realmente falta à ela, é juntar-se com as pessoas “certas” do negócio da música, e parar de querer introduzir pessoas que não estão à sua altura em sua música, como por exemplo, o seu “projeto de marido diretor”. Essa é a opinião dos Americanos em relação à Diva!

    Podem ter certeza que fazer 40 anos pode não ser legal para o “espírito de criança” que ela tem, rrsrsrsrs, mais vai fazer muito bem para o seu constante desenvolvimento musical, grandes trabalhos estão por vir…

    Já imaginaram a Mariah com 50 anos, a plenos gogós dando aula para cantorinhas jovens? Putz, tenho saudade do que ainda está por vir! Viva Mariah!

    Ah quase esqueci, não é que bliss, num volume baixo é lógico, é ótima pra fazer amor! Testei ontem, e recebi elogios da minha mina… HEHEHE, abraço à todos, fui!

  • Fred Santos

    em 28/4/2009 às 09:59 10

    Orra, essa vai pro André, não podia esquecer: Mister se fez vc André, quase essencial nesse texto… Detonou dessa vez cara!

  • Arthurius Maximus

    em 28/4/2009 às 17:45 11

    Não posso dizer que sou fã dela. Mas gosto de várias músicas e de sua voz sensual.

  • Feu

    em 28/4/2009 às 20:34 12

    Adorei o post. Me identifico muito com Daydream e Butterfly. São trabalhos singulares. Dificilmente ouviremos algo igual… Quanto às alfinetadas… humm … as vezes torço o nariz… Mas vc pode… rsrs

  • Samuel

    em 29/4/2009 às 09:52 13

    Nossa! Adorei, Pacheco! A lista é muito boa! Adoro Butterlfy. Pra mim ela tem um sentido muito libertador: às vezes é necessário dizer a quem gostamos que precisamos de liberdade, de “florescer na luz”, ou nosso “espírito morre”. É meu “hino’, essa música!

    Ah, e BOTH também é tudo de bom! Adoro adoro essa versão!

  • Mi chel

    em 6/5/2009 às 17:05 14

    Amei o post … a escolha das musicas perfeita!!! ah experimentei bliss! uiii .. ameiiii

  • Fabio Santos

    em 15/5/2009 às 20:36 15

    Li este post de novo, só para ouvir com mais cuidado as faixas citadas !!!
    Muto bom este post !

  • Elisa

    em 18/5/2009 às 22:15 16

    Ah não! Isso aqui não pode ficar desatualizado! É um desperdício do seu talento. Fico triste. Eu gosto dos seus textos. Me fazem feliz.

  • pedro

    em 20/5/2009 às 04:05 17

    poxa, eu curto Twister pra caramba. ninguém nunca comenta ela. meio bossa. Babydoll tb gosto e Bliss é top 5 motel songs. outra que ninguém diz também é Subtle Invitation, jazzy à beça. acho que ela deveria adentrar essas praias com mais metais, improvisos finais… Looking in é provavelmente minha favorita.

  • DOCINHO

    em 22/5/2009 às 23:51 18

    Nossa, já faz bastante tempo que não tinha lido um texto tão lindo e de uma profundidade ímpar!
    Nota-se uma certa “sobriedade passional” no transcorrer do texto, e isso me fez inebriantemente feliz…

    Pois textos hiper tendenciosos não costumam provocar em nós um nível de criticidade autêntico, e seu texto PACHECO está de parabéns e dentro desses “conformes conformacionais”, tanto da boa leitura MARIAHANA pró-lambiana quanto da expressividade crítica dos meros admiradores de talentos vocais supra emotivos AND correlatos…

    Quero ler mais textos seus… Visse…

    Bjokas fofinho

  • lucas

    em 26/8/2009 às 00:09 19

    cara mariah é mariah!
    concordo q migrate deveria ter vorado single!mais tiraria bliss…e colocaria fly like a bird! sim adoro ela fletarndo com o gospel!….enfim diva que é diva pode se dixar errar!

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