Em outubro do ano passado, o Rick postou o seguinte texto em seu blog: “Carrefour usando o Twitter de forma inteligente como ferramenta de marketing”. Em agosto deste ano, André Pacheco (eu, oi?) posta este texto aqui escrito.
Ao contrário do Rick, eu não acho que o Carrefour saiba alguma coisa sobre comunicação na internet. Na verdade, estou começando a desconfiar que a rede francesa pouco conhece sobre respeito à dignidade humana.
Calma, explico. Dia 17 de agosto, o Idelber Avelar (do recomendadíssimo O Biscoito Fino e a Massa) tuitou um link para uma notícia um tanto revoltante e nojenta:
Homem negro espancado, suspeito de roubar o próprio carro
E o que o Carrefour tem a ver com isso? Não teria nada, caso não tivesse acontecido no estacionamento de uma das lojas da rede em Osasco, São Paulo. O Carrefour não deve nenhuma resposta a ninguém, afinal, não foram seus seguranças que torturam um homem por pensarem que ele era bandido por ser negro. Racismo? Não, nunca. O que aconteceu foi apenas um mal entendido.
No mesmo minuto após terminar de ler a notícia, postei no meu Twitter um comentário. E assim fiz várias vezes, até que alguns gatos pingados se juntaram ao meu coro e fizeram a mesma pergunta à multinacional:
@carrefourbrasil, é regra da empresa seus seguranças espancarem negros?
Pois bem, a empresa avisou no Twitter dia 21 sobre um comunicado (que para alguns pode até soar emocionante) em seu site oficial; mas se esqueceu, por exemplo, de se reportar aos que perguntaram na própria ferramenta. Esqueceu de mim, do @barbaaa, da @Mar_18, do @tarushijio, do @fabriciors, do @rtroseiro e do @lmcarmo.
E pior, não respondeu diretamente a nossa pergunta.
Para vender produtos, como foi o caso do Rick, Carrefour fala diretamente. Mas para responder uma pequena indagação, se esconde atrás da imagem de megaempresa que tem e usa de um comunicado público (que eu achei bastante falso, pra ser bem sincero)?
Me senti descartado pelo supermercado que quando eu era criança me maravilhava com o tamanho (já que sou moleque de interior e só ia ao Carrefour quando viajava para casa de parentes em BH ou Brasília).
Minha única conclusão – agora e pelo resto da vida – é que o Carrefour só se preocupa em ofertas, nem que elas sejam sob a forma de violência física ou desdém pelo Twitter.
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.
Links da Semana #19 | S u s p e n s a . info | 4.0
em 28/8/2009 às 21:50 1[...] 9 – @CARREFOURBRASIL Não sabe usar o Twitter, mas sabe usar a violência [...]