

Comecemos pela sexual, angustiada e prepotente foto escolhida para capa. Uma amazona pronta para o ataque. Olhar penetrante, mas paradoxalmente vazio. A mão tapando um lado do rosto. Ela levou um tapa, e sabiamente não oferecerá a outra face.
A briga começará. Rihanna transborda cólera. Rihanna fez “Rated R” após um dos fatos mais vergonhosos no Pop em 2009. Rihanna que prestar contas publicamente, não apenas com o covarde agressor, mas com ela própria.
Rihanna deixou de lado toda a indumentária que a consagrou para cair em batidas pesadas e riffs. Não usa e abusa de refrões fofinhos querendo estar embaixo de algum guarda-chuva. Na verdade, seria bem provável que qualquer objeto do cotidiano fosse usado como arma. A voz está abafada, afobada e, talvez, pulsante.

“Rated R” é – em resumo – um ótimo disco, e serve entre outras coisas para conquistar o carisma de quem não gostava antes do Pop chato da cantora. É, definitivamente, uma Rihanna mais dona de sua carreira, mesmo com as chatas intervenções da gravadora que podem ter tirado muito do carisma Rock pensado por ela para este trabalho. Os destaques ficam com “Rockstar 101″, “Russian Roulette”, “Photographs”, “G4L” e “Hard”.
Podem dizer que o trabalho não parece coeso por às vezes Rihanna pisar na bola, se confundir com os sentimentos e suspirar um perdão. Podem dizer que é um disco sem uma rígida linha sentimental. E dizem com razão.
Rihanna vai do luxo ao lixo, se confunde, se desmente e se constrange. E é em não ser um manual de “como odiar alguém” que se encontra a magia de “Rated R”. Ela fala de amor. E quem disse que esse sentimento não tem um quê de embaraço, ódio e autodestruição?
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.
Victor A.
em 2/1/2010 às 11:28 1Melhor que a minha crítica do álbum. Curta, mas direta e bem pensada. Adorei o blog e com certeza vou continuar acompanhando. Tomara que um dia o meu blog possa chegar a metade do de vocês. Vocês merecem muito mais que 5 GAGA’s, só tenho a agradecer pelo apoio e divulgação, principalmente do André. Visitem, comentem, continuem acompanhando. Ainda temos muito o que crescer: http://gagauhlala.blogspot.com/
João Paulo
em 2/1/2010 às 11:42 2Melhor Review que você já fez. Realmente ela cresceu e parece que está se emancipando…
Um dos melhores álbuns de 2009, se não for o melhor.
luccas
em 2/1/2010 às 19:47 3eu nem gostei do cd. dai eu li sua resenha, ouvi de novo e constatei que não gostei mesmo. só os três singles ganharam meu coração.
André Pacheco
em 4/1/2010 às 00:26 4Pois é @João Paulo. Eu detestava a Rihanna, e quem acompanha esse blog sabe. Mas depois de “Rated R.”, ela ganhou meu coração [/luccas belforte].
E obrigado pelo “melhor resenha”. xD
Eu quem agradeço – também – todo o apoio que você sempre me deu no Vestiário.
lucas
em 5/1/2010 às 23:49 5não gosto da rihanna, e nem ouvir o cd ainda, mais tenho o anterior ( good girl gone bad), que pra mim soa como um primeiro disco, os 2 primeiros, sõ dispensáveis! mais confio em seu ouvido, e acho que seja bom mesmo, mas a julgar pelo 1º single ” russian roulette” parace – me chaaato….