posts da categoria Livros

Legal?NãoSim+1 de legal

Carmen: Uma Biografia; Ruy Castro

14/02/102
  • Carmen: Uma Biografia; Ruy Castro
    1. Editora: Companhia das Letras
    2. Ano: 2005
    3. Gênero: Biografia

Nascida em Portugal, mas brasileiríssima até a última gota de sangue, Carmem Miranda foi a primeira superestrela nacional. Antes de ir para os Estados Unidos, em 1939, já tinha uma carreira de dez anos no país e muito respaldo na Argentina, onde ao lado da irmã Aurora, eram tratadas como divas.

Gravou faixas que atravessam anos e continuam no imaginário popular, como a marchinha “Taí (Pra Você Gostar de Mim)”. Ajudou a moldar o Samba. Estilizava suas roupas com ideias vezes mirabolantes, mas com um quê sublime de elegância. Tinha presença de palco com seus olhos verdes sedutores. Era uma artista completa. Uma mulher formidável.

Tudo sobre a vida e carreira de Carmem estão neste livro do jornalista-biográfico Ruy Castro. Sem pestanejar, Ruy escreveu a maior biografia de um brasileiro, um paçoco com pouco mais de 600 páginas. E não é só da Pequena Notável que a obra trata: em primeiro momento conhecemos o começo do Carnaval carioca e depois a era de ouro de Hollywood.

Ruy consegue prender o leitor ao dar um ar mágico à vida de todos os envolvidos com Miranda – dos mais canalhas e sanguessugas aos amigos do peito. Conseguimos imaginar detalhadamente as luzes do Cassino da Urca ou os estúdios da Odeon ou Victor, no Rio de Janeiro. Nos transportamos para a fria Nova York quando Carmem aceitou voltar à estaca zero, mas em poucos dias ascendeu meteoricamente até aportar na ensolarada Los Angeles e se tornar uma das mulheres mais bem pagas de seu tempo.

Mas nem tudo eram balangandãs, frutas e sapatos de plataforma para Carmem. Um lado triste de sua vida, ao lado do glamour que vivia nos palcos e das risadas espontâneas que arrancava das plateias, é descrita com precisão cirúrgica.

Em “Carmem: Uma Biografia”, temos a oportunidade de conhecermos a mulher que foi – e é até hoje – a imperatriz do Brasil no mundo. Com ou sem estereótipos negativos, mas imersa num arquétipo positivo, foi Carmem Miranda a portuguesa que de fato descobriu e se moldou em nossas terras. E ainda ousaram dizer que ela voltou americanizada…

Legal?NãoSimnada ainda

Madonna: 50 Anos; Lucy O’Brien

17/08/0960
  • Madonna: 50 Anos; Lucy O'Brien
    1. Editora: Nova Fronteira
    2. Ano: 2008
    3. Gênero: Biografia

Qualquer biografia – principalmente de um grande artista, como o caso de Madonna – é oito ou oitenta. Pode ser um livro fantástico, que escancara momentos cruciais da vida e carreira do ídolo; ou pode ser uma obra medíocre que não acrescenta nada.

Em meados do ano passado, quando Madonna completara 50 anos, duas biografias suas não-autorizadas estavam em evidência. A primeira (lançada originalmente em 2007) é da jornalista britânica Lucy O’Brien; já a segunda é de autoria de Christopher Ciccone (irmão de Madonna). O primeiro livro prima pela perfeição em que conta a trajetória pessoal e profissional da artista, o segundo é um emaranhado de capítulos que parecem mais um desabafo de alguém que foi jogado pra escanteio.

A obra de Lucy O’Brien contém entrevistas com pessoas que passaram pela vida da biografada. São ex-namorados, produtores, compositores, amigos, inimigos… É uma coletânea de declarações que vão além do trivial, e que mostram as diversas perspectivas possíveis e impossíveis que se podem ter sobre a artista.

E claro, há também o ponto de vista da autora. Lucy conta que vê em Madonna um exemplo a ser seguido, e traça, nas primeiras páginas, paralelos entre as duas para assim apresentar melhor sua obra. A construção do livro vai expondo a evolução da protagonista como cantora, atriz, ativista, feminista e mulher.

Coisas antes nunca discutidas sobre a vida privada de Madonna, como o abuso sexual sofrido quando ainda corria atrás do sucesso, são sempre retomadas para explicar algumas de suas atitudes. As polêmicas não são vendidas como num tabloide, são explicadas e seus bastidores analisados.

Em “Madonna: 50 Anos” (“Madonna: Like An Icon”, título original) temos um livro que vai além sobre uma das figuras mais importantes da Cultura Pop – com seus estigmas, projetos e karmas. Não é apenas mais uma entre tantas biografias sobre Madonna, é uma análise de parte significativa da indústria cultural. Continue Lendo…

Legal?NãoSimnada ainda

Brasil: Almanaque da Cultura Popular; Elifas Andreato & João Rocha Rodrigues

31/05/092

Livro reúne alguns momentos importantes da história do Brasil. São fatos curiosos, peculiares e divertidos de um país que recém-redescobriu o significado de nação.

  • Brasil: Almanaque da Cultura Popular; Elifas Andreato & João Rocha Rodrigues
    1. Editora: Ediouro
    2. Ano: 2009
    3. Gênero: Almanaque

Se o nosso país tivesse um diário, sem sombra de dúvidas seria o “Brasil: Almanaque da Cultura Popular”, recém-lançado pela Ediouro. Seguindo a ideia que caracteriza o gênero, o almanaque tem leitura fácil, rápida e repleta de curiosidades.

Ao invés de capítulos, a obra é divida em meses e cada dia traz uma história diferente sobre o Brasil, daí vem o subtítulo “Todo Dia é Dia”. São anedotas sobre personalidades importantes de nosso folclore ao lado de informações valiosas de um país relativamente novo que recém-redescobriu o significado de nação.

O livro, compilado por Elifas Andreato e João Rocha Rodrigues em comemoração aos dez anos da revista “Almanaque Brasil” (distribuída gratuitamente aos passageiros da TAM), é apresentado por Ziraldo. O cartunista mineiro tem destaque na obra ao lado de outros figurões como Dorival Caymmi, Santos Dumont e Dom Pedro II.

O aspecto gráfico também é um ponto positivo com suas várias fotos (algumas raras) e ilustrações. Outros destaques são as cartas enigmas, as respostas rápidas que explicam a origem de expressões cotidianas e os olhares de celebridades para você adivinhar de quem se trata. E no fim você ainda pode fazer um teste e descobrir seu índice de brasileiridade.

Legal?NãoSimnada ainda

As Aventuras da Blitz; Rodrigo Rodrigues

10/04/094
    1. Editora: Ediouro
    2. Ano: 2009
    3. Gênero: Almanaque

Algumas músicas ficam por anos no inconsciente coletivo. Você pode ter nascido após o estouro dum sucesso e mesmo assim conseguir cantarolar alguns trechinhos daquela música chiclete. É assim com a banda Blitz e seu primeiro mainstream “Você Não Soube Me Amar”, lançada em 1982 e até hoje na boca do povo.

Quer ver? Aperte o play no vídeo abaixo. Duvido que você não vai cantar junto!

Mais que uma banda, a Blitz foi um movimento que infelizmente durou pouco. Mas dizer que suas influências se estendem até hoje não tem nada de megalomaníaco. E sem deixar de lado o contexto histórico onde a banda surgiu. O Brasil dava adeus à ditadura militar e buscava uma referência cultural mais urbana, colorida, plástica e comercial. Algo mais Pop!

Blitz

Blitz representava essa juventude menos orgânica que outrora prestigiara a Tropicália. Tiraram as sandálias de couro e calçaram All Stars. Pararam de ler Marx e se deliciavam no universo dos quadrinhos. Trocaram o bucolismo do campo pela energia das cidades.

No hotsite do livro é possível saber mais sobre “As Aventuras da Blitz”, ler o que andaram falando da obra, ver algumas fotos raras e folhear algumas páginas do almanaque.

E toda a história da banda e sua relação com o público estão documentadas nas 304 página de “As Aventuras da Blitz”, magistralmente escrita pelo jornalista Rodrigo Rodrigues. Com formato almanaque, a diagramação da obra é tentadora e recheada de fotos. Depoimentos dos ex-integrantes esmiúçam os momentos engraçados, estressantes e constrangedores da Blitz. De sua primeira formação underground até seu fim enérgico em 1986. Continue Lendo…

Legal?NãoSimnada ainda

Blowback; Chalmers Johnson

10/03/090
    1. Editora: Record
    2. Ano: 2007
    3. Gênero: Política

Quer queiramos ou não, o mundo após a Guerra Fria se transformou no território fértil para que os Estados Unidos se firmassem como potência suprema. Desde suas políticas econômicas e militares até influências culturais. Porém, nunca devemos nos esquecer que toda a ação tem uma reação.

E é nesse jogo de toma-lá-dá-cá que se concentra “Blowback: Custos e Consequências do Império Americano”, escrito pelo estadunidense Chalmers Johnson. Ele tem todos os pré-requisitos para falar das políticas de seu país, e principalmente quando o assunto é Leste Asiático; afinal, Johnson é presidente do Instituto de Pesquisas de Política do Japão na Universidade da Califórnia.

“Blowback” foi lançado nos Estados Unidos em 27 de setembro de 2001, poucos dias após os ataques terroristas ao WTC. Porém as referências ao terrorismo islâmico são quase efêmeras, fazendo desse livro uma obra onde os clichês não tem espaço.

Sem nenhum anti-americanismo – até esperado de um livro desse tipo – “Blowback” expõe a história recente da política internacional dos Estados Unidos. Se antigamente tínhamos a URSS como desculpa para possíveis atitudes imperialistas, hoje temos quem e/ou o quê?

Eis que magistralmente a resposta vem diluída em umas 300 páginas. Não se tem mais um vilão palpável para os Estados Unidos, apenas eles próprios. É a América que está se destruindo, e rápido – se levarmos em conta que o planeta não tem nem um século de supremacia estadunidense.

Seja por cegueira crônica ao tratar os outros tipos de capitalismo desenvolvidos pelo mundo – inclusive aqui no Brasil – ou por arrogância em não perceber que nenhuma nação engole calada a dominação, os Estados Unidos começam a abrir espaço para as consequências não intencionais (ou não) de seus atos.

“Custos e Consequências do Império Americano” é uma obra sine qua non para que possamos entender a nova ordem mundial que está se formando agora – principalmente após o estouro dessa crise econômica nos que brevemente deixarão de ser Primeiro Mundo. Errados estão todos que acham que um blowback se dá apenas quando duas torres são derrubadas por aviões.

Quem Faz

André PachecoAndré Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.

Eduardo NascimentoEduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.

Fabiana LovatiFabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.

Luccas BelfortLuccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.

Iarnuou
©2008-2010Vestiario.Org/Blog Imagens: SXC, CG Textures | Fontes: DaFont | Ícones: Pinvoke
Design: André Pacheco | Tecnologia: WordPress | Conteúdo sob licença Creative Commons
Content

Últimos Comentários