Esqueçam Elis Regina, Nara Leão, Gal Costa ou qualquer outra magnífica cantora nacional. É Clara Nunes quem mais remete ao Brasil; e não este país que muitos se envergonham, mas sim uma nação que é bela, alegre e esperançosa.

Há exatos 26 anos falecia, com apenas 39 anos, a cantora Clara Nunes. Nascida no interior de Minas Gerais, Clara marcou o Brasil com uma potente voz, jeito teatral e sorriso carismático. Seu consagrado repertório mescla vários estilos da nossa música popular, porém foi no Samba que Clara se sentiu em casa. Continue Lendo…
Que de um tempo pra cá a MPB (e todos os outros gêneros) começou a ser dominada pelas mulheres, não há como negar. E não apenas as cantoras “das antigas” garantem seu espaço, a “nova leva” também tem um lugar cativo na nossa música.
Compondo ou apenas interpretando, não importa: Uma voz feminina (aliada à técnica) consegue ser cristalina e dar à música a emoção que pouquíssimos homens sonham em alcançar.

Vivas ou falecidas, bonitas ou feias, líricas ou populares, subjetivas ou impessoais, frias ou sensuais. Seja no Samba, na Bossa Nova ou no Rock, Vestiário escolheu as As 10 Músicas Brasileiras Mais Legais das Mulheres. Ligue o som e encontre o verdadeiro talento da mulher brasileira. Continue Lendo…
Depois que fiz (com a ajuda de alguns amigos) a listinha com As Cinco Músicas Internacionais Para Trilha-sonora Do Seu Velório, convidei alguns blogs parceiros para fazerem o mesmo. Tive respostas da Vivi, do Danilo, do Leorama e do Wallace.
Agora, é a minha vez de dizer quais as músicas eu quero no momento da minha despedida do mundo dos vivos. Posso ser viado, puta, pobre, bêbado e cidadão de bem; mas, eu quero que o som de fundo da minha morte não seja nada gay, leviano, de promoção, alcoolizado ou conservador.
Por isso, mamãe, se você for leitora deste blog, anota aí a minha seleção de músicas:
Se qualquer música da Clara Nunes aparecer no meu velório, poderei descansar pela eternidade muito feliz. Mas, tenho uma quedinha especial por “Candongueiro”. Não estarei voltando pra Minas Gerais, e nem sei mesmo se vou para algum lugar. Se bem que, pelo que andei aprontando, o inferno seria uma dádiva.
Nem quero explicar muito. Como bom fã da Mariah que sou fui, não poderia faltar sua voz de passarinho no meu velório. Mas, não quero nenhuma borboleta enfeitando meu caixão, que fiquem todos avisados.
Sim, quando eu morrer, não haverá mais esperanças, glórias ou um final feliz. As flores murcharão, a Regina Duarte sentirá mais medo ainda, os extraterrestres católicos invadirão, Jesus voltará e a humanidade se ferrará.
Eu finjo que sou cult. Todos acham que sou intelectual. Ando pelas ruas pensando que estou em Londres. Tomo vinho barato e tenho porre de uísque escocês. Nada mais digno, então, tocar Chico Buarque no meu velório. Vou morrer e todos se perguntarão: “O que será, que será?”; e eu vou responder: “Te vira!”.
Foi assim que passei minha vida: Como uma deusa; entre o amor e o poder; e repleto de coisas cafonas!
Em 1975, Clara Nunes lançava o disco “Claridade”. Em 2008, parte da música brasileira sente saudades eternas de uma das intérpretes mais talentosas que o Brasil já conheceu.
Não é só porque somos amigos e estou fazendo seu site oficial, que eu sou viciado em suas músicas. Tinha até um pouco de receio de divulgar a garota aqui no Vestiário, não queria misturar pessoal com profissional. Mas, nesse caso, mandei qualquer probabilidade pra longe e apresento a vocês: Ana Gori.
Natural de Belo Horizonte, Ana canta e compõem suas músicas. Mesmo contra a minha vontade, ela teima em usar a língua dos colonizadores yankees. Mas, como estamos lidando com música e as emoções que ela causa, pode ser até em mandarim que a coisa desce.
“One More Day”, seu primeiro compacto, fez relativo sucesso e começou a abrir as portas pra Ana na internet – o mais importante veículo de mídia da atualidade. Posso estar errado, mas ela vai causar frisson. A voz é doce, a musicalidade é interessante e o carisma repleto de personalidade.

Dentre as faixas que Ana me deu a oportunidade de escutar, eu destaco “Aquela Estrada (Aquela Canção)”. Digna de estar em alguma abertura da novela das oito. Bossa Nova legitimamente carioca, mas com um ar mineiro. Sabe, aquela linha que faz com que a música mineira tenha respaldo?
É a mesma sensação que tenho quando eu escuto Clara Nunes ou Milton Nascimento. Eles não cantam o que se pode chamar de Música Popular das Alterosas, pegam elementos de outros estados. Mas, têm uma magia própria. Pode ser o sotaque, o bucolismo a calma…
O seu primeiro disco, “1st Dream”, estará disponível em breve para download gratuito. Mas, enquanto o serviço completo não chega, escute a versão original de “Aquela Estrada (Aquela Canção)” e um remix muito legal feito por um DJ da Macedônia. E, se quiser saber mais sobre a Ana, a minha amiga Lara fez uma entrevista exclusiva há um tempinho.
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
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