

Quer queiramos ou não, o mundo após a Guerra Fria se transformou no território fértil para que os Estados Unidos se firmassem como potência suprema. Desde suas políticas econômicas e militares até influências culturais. Porém, nunca devemos nos esquecer que toda a ação tem uma reação.
E é nesse jogo de toma-lá-dá-cá que se concentra “Blowback: Custos e Consequências do Império Americano”, escrito pelo estadunidense Chalmers Johnson. Ele tem todos os pré-requisitos para falar das políticas de seu país, e principalmente quando o assunto é Leste Asiático; afinal, Johnson é presidente do Instituto de Pesquisas de Política do Japão na Universidade da Califórnia.
“Blowback” foi lançado nos Estados Unidos em 27 de setembro de 2001, poucos dias após os ataques terroristas ao WTC. Porém as referências ao terrorismo islâmico são quase efêmeras, fazendo desse livro uma obra onde os clichês não tem espaço.
Sem nenhum anti-americanismo – até esperado de um livro desse tipo – “Blowback” expõe a história recente da política internacional dos Estados Unidos. Se antigamente tínhamos a URSS como desculpa para possíveis atitudes imperialistas, hoje temos quem e/ou o quê?
Eis que magistralmente a resposta vem diluída em umas 300 páginas. Não se tem mais um vilão palpável para os Estados Unidos, apenas eles próprios. É a América que está se destruindo, e rápido – se levarmos em conta que o planeta não tem nem um século de supremacia estadunidense.
Seja por cegueira crônica ao tratar os outros tipos de capitalismo desenvolvidos pelo mundo – inclusive aqui no Brasil – ou por arrogância em não perceber que nenhuma nação engole calada a dominação, os Estados Unidos começam a abrir espaço para as consequências não intencionais (ou não) de seus atos.
“Custos e Consequências do Império Americano” é uma obra sine qua non para que possamos entender a nova ordem mundial que está se formando agora – principalmente após o estouro dessa crise econômica nos que brevemente deixarão de ser Primeiro Mundo. Errados estão todos que acham que um blowback se dá apenas quando duas torres são derrubadas por aviões.
Ontem estava foleando a Veja e me deparo com uma propaganda do SBT na publicação. E daí? Daí que era um anúncio da rede de Silvio Santos, e todo mundo sabe que a Veja puxa uma sardinha danada pra Globo e vive de conchavo com a família Marinho e amigos.
E não acabou, não. A propaganda falava super-mega-hiper-bem do Lula – que nem já falei aqui no Vestiário -, e todo mundo sabe que a Veja odeia o Lula mais que eu odeio os clipes da Beyoncé e vive puxando saco do Serra.
Propaganda do SBT veiculada em 4 de fevereiro de 2008 na edição 2098 da revista Veja. Foto:Reprodução/Maria Frô
Saca só o textinho publicado:
O pior efeito de qualquer crise é o pessimismo. Ele barra novos investimentos, impede contratações, traz incertezas, tudo que faz a situação ficar ainda pior. E ser otimista, em um momento assim, não significa ser irresponsável. Significa conhecer a própria força e competência para superar as dificuldades, além de colocar isso em prática. Como o Governo Lula está fazendo, com medidas que ajudam a fortalecer a economia e ajudam o nosso país em momentos conturbados. E nós, do SBT, também estamos fazendo a nossa parte. Acreditando que a crise fica menor quando trabalhamos mais e reclamamos menos.
Ironia com classe é para poucos! Como desmentir toda uma edição em poucas palavras e ainda se sair bem na fita. Parabéns SBT!
Com toda essa onda de fim do Capitalismo, bancos quebrando e rapazes desesperados no mercado financeiro, Vestiário tirou do rabo chamou centenas de especialistas e selecionou as 10 Dicas Quentes Para Você Não Se Ferrar Na Crise.

Não deixe que uma crisinha econômica qualquer (considerada a pior do mundo, podendo colocar a famosíssima de 1929 no bolso furado) estrague o prazer em continuar vivendo a sua medíocre vida Pop. Continue Lendo…

Quando vi essa capa pela primeira vez me assustei que nem o rapaz do Papel Pop. Porém, mais assustador ainda é saber que a People (possivelmente) desembolsou 500 mil dólares pra Clay Aiken assumir que é gay.
Olha só, isso não seria jogar dinheiro fora? Cadê a tal crise econômica que tanto dizem estar destruindo os Estados Unidos? Me gastam meio milhão para alguém dizer aquilo que todo mundo já sabe? Francamente, a imprensa rosa já foi mais criativa.
E o equivalente brasileiro pra isso seria o quê? Íris Stefanelli sair na capa da Quem dizendo que é burra? A Contigo pagar 100 reais para a Mulher Melancia assumir que é vulgar? Felipe Dylon estampar a Caras vestido de sunga branca e dizendo que não se considera um bom cantor?
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.