Segunda dá aquela preguiça, não é? Mas nem por isso você deve ficar de braços cruzados, já que tem a semana toda pela frente. Pra lhe dar uma forcinha cultural, Vestiário chamou três chegados pra que eles indicassem algo que leram, escutaram ou viram.

Três amigos ficam presos numa caverna e, quando saem de lá, todas as pessoas estão paralisadas, duras, como bonecos-de-cera e sem respiração. Eles percebem que são as únicas pessoas ainda vivas. São Paulo é só deles e podem fazer o que quiserem. Mas, o que aconteceu? O que fazer? É o que se perguntam, atônitos, os personagens de Marcelo Rubens Paiva. O livro, apesar do seu cenário apocalíptico, nos leva a refletir sobre várias facetas da condição humana, em especial sobre a amizade. Terrivelmente emocionante, o final é uma surpresa que nos deixam perplexos, se perguntando “como? Como?” Rubens Oliveira

Bah! Filipe Catto é um músico gaúcho que brada em seu MySpace: “cantar é minha vingança”. E para tanto ele vem “com pedras e brasas” no disco “Saga”, que graças às redes sociais e ao boca-a-boca digital vem ganhando destaque. Ele mescla, com seu timbre de contratenor, o Flamenco e o Samba, fazendo um trabalho criativo e viceral. O álbum está disponível gratuitamente em seu site, e o destaque, além da musicalidade original, vai para a fina poesia de suas letras. Um trabalho que “corta fundo na espinha” e “fere a quem quiser ferir”. Dario Duarte

Duas amigas apaixonadas por arte chegam a Barcelona para passar o verão. Vicky (Rebecca Hall) tem uma visão do amor – totalmente oposta a da amiga Cristina (Scarlett Johansson) – disposta a correr riscos sem saber o que quer em troca. Ambas envolvem com o sedutor Juan Antonio Gonzalo, um pintor que não consegue esquecer sua ex-esposa e a relação turbulenta que mantinham. Maria Elena (Penélope Cruz), a ex volta à cena e transforma essa Babel amorosa de um modo surpreendente. Roteiro impecável e elenco talentoso transformam “Vicky Cristina Barcelona” num filme imperdível. Camila Caporar
Visitar as Lojas Americanas tem sido um incrível passatempo para colecionadores de filmes. A rede oferece DVDs excelentes e preços melhores ainda.
Existem pessoas com tara por sapatos, outras com vício em roupas e acessórios. Tem gente que gasta todo o salário em comida e gente que gasta vale refeição em cigarros. Eu gasto meu dinheiro com muita tranqueira, claro, mas tem uma coisa que me tira do sério: Lojas Americanas. Gostaria de começar esse post dizendo que nada que será dito aqui foi patrocinado pela rede, porém eu ficarei muito lisonjeado caso eles fiquem comovidos com a homenagem e me presenteiem com um adorável vale-compras vitalício.
As lojas tem de tudo e o preço é muito justo, dá até gosto de pagar! É tanta diversidade que você pode passar um dia inteiro só olhando a grande variedade de calcinhas, chocolates, brinquedos ou cds. E acredite em mim, pode ser um passeio bastante divertido.
Mas a seção que mais tem me comovido nos últimos meses é a especializada em DVDs. Calma, não exatamente. O que mais me cativa são as banquinhas de DVDs por R$12,99! Já virou tarefa impossível entrar em uma loja e não sair com pelo menos dois filmes CLÁSSICOS nas mãos. As banquinhas estão sempre abarrotadas de filmes, que vão desde “Os Trapalhões” até clássicos de Stanley Kubrick como “O Iluminado” e o polêmico “De Olhos Bem Fechados”. “Grease – Nos tempos da Brilhantina” e “Dirty Dancing – Ritmo Quente” são habitué em quase todas as lojas.
Patrick Swayze e Jennifer Grey em ‘Dirty Dancing’, clássico sempre disponívelÉ uma ótima para quem curte muito a sétima arte e acha lindo ver a prateleira do quarto recheada de bons filmes, como eu. Claro, consideremos que em pouco tempo os DVDs estarão obsoletos, né? Mas mesmo assim, são preços muito acessíveis por filmes muito bons!
Mas fique atento! Tome cuidado porque algumas lojas (principalmente as que fundiram com a rede de locadoras Blockbusters) possuem também uma área com discos de segunda mão (que estavam disponíveis para locação e agora estavam apenas juntando poeira nas prateleiras) que, apesar de estarem cheias de filmes novos e bons, não valem a pena porque pode apostar que as caixinhas vem com algum defeito ou os discos vem danificados de alguma forma. Ah, e o preço não costuma ser tão bom.
Também precisa prestar atenção na hora de escolher o filme que quer levar. Sempre tem um ogro que danifica as embalagens, então vale a pena dar uma sacodida na caixinha pra garantir que o disco está preso. Os DVDs bons de R$12,99 são todos lacrados e novos, então não confunda! Você tem direito de levar em condições excelentes sim!
Agora que você já sabe, corre pra loja mais próxima e faça a festa! Sério, é um prazer imenso ter uma coleção com “Curtindo a Vida Adoidado”, “Blade Runner” e “Xanadu” (minhas últimas aquisições) te esperando em casa.
Não sabe o que ler, ouvir e ver por esses dias? Vestiário lhe dá três sugestões para deixar sua primeira semana de 2010 mais colorida e feliz [/sbt].

O livro – que em 2004 virou um filme estrelado por John Voight (o pai de Angelina Jolie) – narra sem rodeios a trajetória de Eddie no paraíso. Lá, ele encontra cinco pessoas que, de diferentes maneiras, estiveram presentes na sua vida e agora querem o ajudar a relembrar os fatos marcantes que justificam sua existência na Terra. Uma obra interessante que traz um novo conceito de morte, céu e Deus, além de tocar em diversos pontos delicados da existência humana sem perder a essência de um bom romance. Luccas Belfort

A norte-americana Priscilla Renea lançou “Jukebox” – seu primeiro disco – em finais do ano passado pela Capitol Redords. Cria da era da internet, Priscilla se popularizou através do Twitter, MySpace e outras redes socais. Várias são as boas faixas desse disco animado e que parece uma colagem do bom Pop feito atualmente; “Dollhouse”, “Mr. Workabee” e “Bacon N’ Eggs” são um começo com o pé direito. E que venham mais trabalhos de Priscilla! André Pacheco

Norma (Cameron Diaz) e Arthur Lewis (Jason Marsden) são um típico casal de classe média americana. Eles tinham uma vida normal com o filho pequeno nos subúrbios de Richmond, no estado da Virgínia, até que um misterioso homem os visita com uma proposta conhecida como “a caixa”. O artefato dentro do estranho pacote tem apenas um botão, que se acionado tem dois efeitos. Continue Lendo Thiago Araújo
Uma dona de casa acima de qualquer suspeita fornece erva para a vizinhança em “Weeds”Dia 10 de janeiro estreia no canal pago GNT a quinta temporada da aclamada e fumaçada “Weeds”. Marque no seu calendário.
Eu não sou exatamente a pessoa mais apropriada para falar de séries. Não sou muito ligado em televisão, perco os horários e não gosto de esperar uma semana pra saber o que vai acontecer. Também morro de preguiça de baixar episódios, legendas, codecs e aaah, esperar aquelas contagens regressivas dos sites de download! Credo! Então eu só assisto séries em DVD, e consequentemente séries que alguém de confiança recomenda e empresta os boxes das primeiras temporadas.
Assim conheci “Weeds”, série aclamada lá fora desde 2005, que encerrou a quinta temporada em 2009 e já está prometida para uma nova leva de episódios. No Brasil, “Weeds” faz parte da grade do canal pago GNT desde 2006 e estreia a quinta temporada na próxima segunda-feira, dia 11 de janeiro.
A série conta a história de Nancy Botwin, vivida por Mary-Louise Parker, uma jovem dona de casa viúva que vive com os dois filhos adolescentes em Agrestic, uma fictícia cidade no subúrbio da Califórnia, onde os moradores exibem nas fachadas suas famílias perfeitas e ajustadas.
Para ganhar a vida e sustentar os filhos, Nancy passa a vender maconha para os vizinhos, revelando a verdadeira face por trás do sonho americano, e mostrando em cada episódio que os conflitos vividos pelos personagens estão longe do que consideramos perfeição.
O sucesso de “Weeds” se deve a, na minha opinião, dois pontos positivos.
Primeiro o talentoso elenco, formado por Mary-Louise Parker (a garota de “Tomates Verdes Fritos”), Elizabeth Perkins (protagonista de “Quero Ser Grande”, ao lado de Tom Hanks) e o hilário Justin Kirk, cujo papel cresceu tanto que rendeu uma série para web chamada “University of Andy”. Além do casting fixo, Mary-Kate Olsen e Alanis Morissette (que já demonstrou publicamente seu amor à erva) fizeram participações especiais na terceira e quinta temporada, respectivamente.
Depois o humor negro e a liberdade de expressão, já que “Weeds” é exibida por um canal pago americano. Ou seja, não existem pudores nas cenas de sexo, nudez, violência ou piadas bastante ácidas. Jenji Kohan, a criadora, trata abertamente de temas como drogas, prostituição, infidelidade e homosexualidade, com um tom cômico e ao mesmo tempo crítico o suficiente para ser levado a sério.
Concluindo, “Weeds” é uma série que veio para contrariar a visão politicamente correta de que a maconha é uma droga que destrói lares, familias e pessoas, porque mostra que todos os nossos dramas e conflitos [/Márcia Goldsmith] são reflexos da sociedade e da forma que somos submetidos a ela. A droga é apenas mais uma coadjuvante nessa história.
E não importa o quão corretos tentamos ser, todos escondemos nossos segredos e fraquezas, desde as donas de casa desesperadas até os traficantes mais barra pesada.
Eu já havia comentado antes sobre o trabalho bacana da dupla paulistana Lagartos de Saturno. E a coisa foi andando de uma forma legal para Vinícius Blancco e Thaís Mayara. Recentemente eles lançaram o primeiro EP, intitulado Lagartos de Saturno.
São cinco faixas bem cosmopolitas assim como a cidade que é o lar do Lagartos, São Paulo. Eu já estou viciado no trampo deles, basta dar uma olhada no meu LastFM. E não tem como não viciar mesmo. Principalmente na faixa “Terra Viva” e sua mistura de MPB com não-sei-mais-o-quê. A voz de Blancco (visite o MySpace dele aqui) é sensual na medida certa, métrica sem parecer fria e contagiante sem ser uma micareta.
Tá afim de conhecer os Lagartos de Saturno? Eu fiz um hotsite pra eles! Você pode escutar as faixas no MySpace e baixá-las no LastFM, também pode seguir no Twitter e participar da comunidade no Orkut. Se quiser baixar o EP completo, aqui o link!
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.