
Eu já fui um comprador de CDs compulsivo. Do tipo que tinha discografias completas e dava mais valor ao CD produto do que o que ele continha de fato: música. Na época, a indústria fonográfica era bilionária, e mandava em meio mundo, com artistas deificados e uma multidão de fãs que não tinha problema nenhum em cometer as maiores loucuras para ver e ouvir seus ídolos.
Não vou entrar em detalhes, mas a internet varreu as bases de sustentação da indústria musical para baixo do tapete sem dó ou piedade. Muitos dizem que isso representou a morte dos artistas, mas essa claramente é a típica visão de quem tá com os bolsos cada vez mais vazios, como é o caso da Sony BMG e Warner, por exemplo.
O fato é que uma geração antes da atual, só se conhecia música de uma maneira: rádios. Os mais “antenados” (sim, antenados não nasceram ontem) iam a festivais e compravam publicações musicais, mas não passava disso. Em essência, isso significa que toda e qualquer informação que se recebia de música estava sujeita a opinião de alguém, ou a acordos comerciais (não me entendam mal, sou fã de revistas de música, como a Rolling Stone e rádios são ótimas formas de matar o tédio, mas não se deve ficar limitado a isso). Continue Lendo…
Há muito tempo que não posto sobre as minhas descobertas musicais aqui (a última foi a croata Lana Jurčević). E desta vez, pra me redimir, vou mandar três moças lindas e absolutas de uma tacada só. E melhor, são brasileiras de muito talento e bom gosto.

Carioca de nascimento e mineira de criação, Aline Calixto é o mais novo talento do Samba. Em “Tudo que Sou”, primeira música de trabalho do disco homônimo, a moça já mostra a que veio. Outras faixas que merecem destaque são “Cara de Jiló” – um sambinha animado – “Retrato da Desilusão” e “Rainha das Águas” – ambas fazendo jus à escola Clara Nunes.
Outra Aline que chegou pra ficar é a paulista Muniz. Seu primeiro disco, “Da Pá Virada”, lançado em meados do ano passado, é cativante; principalmente pelas faixas “Básica”, “Vagalumes Brilhantes” e “Pra Você Sambar”. No geral, o som de Aline Muniz é cosmopolita na mesma proporção que mescla elementos clássicos da Música Poplular Brasileira com sons mais contemporâneos.
Falando em clássicos, o oitavo disco da veterana Ná Ozzetti, presta uma homenagem às músicas brasileiras que marcaram época. Com novos arranjos, Ná mostra para as novas gerações que marchinhas são bacanas e merecem ser lembradas. Destaque para “Disseram que Voltei Americanizada” e “Tico-Tico no Fubá”.
Há um tempinho eu apresentei a vocês a israelense Shiri Maimon. Hoje trago Lana Jurčević, diretamente da recém-independente – o país se emancipou da Iugoslávia em 1991 – Croácia.
Lana Jurčević: Linda, absoluta e tudo indica que tem um carrão.
Só um aviso: Assim como o hebraico, não entendo nada de croata. Mas isso é importante? Não! Eu considero a música uma língua universal, seja Pop, Rock, Bossa Nova…
A croata Lana Jurčević é umas das cantoras mais conhecidas em seu país. Além de ter uma voz bacana, a moça é linda pra caramba. O seu terceiro disco, “Volim Biti Zaljubljena” é daqueles que grudam fácil na cabeça. Provando de uma vez por todas que chiclete é chiclete independente de onde seja fabricado.
Das 12 faixas, eu recomendo a animadinha “Pronađi Me”, a sensual “Otrov” e a arábica “Okovi Na Srcu” (vídeo abaixo).
Se ela fala de amor? Sexo? Traição? Deus? Ou se ela geme que é linda, absoluta e tem Cross Fox? Repito, eu não sei. Algum leitor deste blog sabe croata? Tô pensando em aprender.
Que as grandes gravadoras são burras, disso não há nenhuma dúvida. Tudo empresa arcaica que não consegue compreender que as relações entre produtor e consumidor de música mudou drasticamente na última década.
Mas, ao invés de se adequarem a essa nova relação, como fez a Trama, elas preferem intimidar os consumidores de música. Numa ânsia ignorante por tentarem manter o sistema já falido, as grandes gravadoras se juntam num grupinho e saem atirando pra tudo quanto é lado.
Hoje foi um dia cinza para quem gosta de compartilhar música no Orkut. A comunidade Discografias foi intimada pelo Google a encerrar suas atividades por pressão da Associação Anti-Pirataria Cinema e Música. Há algum tempo o site Legendas.Tv sumiu do mapa por tramóias do mesmo grupo.
Mas o caso da minha indignação nem são esses dois fatos. Afinal, muito já se comentou – e bem – pela blogosfera brazuca. Minha opinião já está muitíssima representada em alguns posts por ai.
O EP independente “Lagartos de Saturno” foi reirado do 4Shared por pressão da Associação Anti-Pirataria Cinema e Música.
A minha indignação está em eles terem tirado do ar o EP do Lagartos de Saturno – uma banda independente que eu ajudo a divulgar aqui no blog. Há uns 3 dias o 4Shared me mandou um e-mail avisando que o download havia sido retirado do ar por ir contra as leis de direitos autorais.
Nisso eu fiquei com a pulga atrás da orelha. É um EP com composições da banda, de onde diabos tinha um desrespeito ao direito autoral dos outros? E daí que hoje entro no link antigo pra ver se o 4Shared havia voltado atrás e me deparo com a seguinte mensagem:
This file is no longer available because of claim by APCM - Associação Anti-Pirataria Cinema e Música.
Comofas com uma coisa dessas, gente? Até nos artistas que não têm NENHUMA ligação com porcaria nenhuma de gravadora eles querem salvar dos safados compartilhadores de música? Eles se acham no direito de mandar e desmandar em todas as obras culturais feitas no Brasil? Acabei que não resisti e mandei um e-mail pra eles perguntando os motivos de pedirem a exclusão do EP dos Lagartos do 4Shared.
Sem querer parecer grosso, mas já sendo: Vocês têm merda na cabeça?
Eu postei um link no 4Shared para o EP de uma banda independente e o download foi retirado do ar. A justificativa do 4Shared é que vocês clamaram que este arquivo ia contra as leis de direitos autorais.
Te dou o link? Aqui, ó:
http://www.4shared.com/file/88876793/876c2a70/2008_Lagartos_de_Saturno_EP.html
Só tem um problema. Eu estou fazendo a divulgação dessa banda, e tenho autorização deles para postar o material.
Vocês estão tão afoitos em querer mostrar serviço que saem atirando pra tudo quanto é lado? É uma vibe do tipo é mp3 é crime? Desde quando vocês são donos de todas as obras CULTURAIS feitas no Brasil?
Faça-me o favor.
Depois não reclamem quando pedirem falência. Faliu não porque as pessoas baixam músicas, mas porque vocês são burros mesmo.
Eu duvido que eles vão responder. E amanhã mesmo eu falo com o Vinícius Blancco – o vocalista dos Lagartos de Saturno – se existe alguma possibilidade de ele entrar com um processo contra a APCM. Só não sei se rolaria um processo por burrice. Alguém sabe se tem como?
Eu já havia comentado antes sobre o trabalho bacana da dupla paulistana Lagartos de Saturno. E a coisa foi andando de uma forma legal para Vinícius Blancco e Thaís Mayara. Recentemente eles lançaram o primeiro EP, intitulado Lagartos de Saturno.
São cinco faixas bem cosmopolitas assim como a cidade que é o lar do Lagartos, São Paulo. Eu já estou viciado no trampo deles, basta dar uma olhada no meu LastFM. E não tem como não viciar mesmo. Principalmente na faixa “Terra Viva” e sua mistura de MPB com não-sei-mais-o-quê. A voz de Blancco (visite o MySpace dele aqui) é sensual na medida certa, métrica sem parecer fria e contagiante sem ser uma micareta.
Tá afim de conhecer os Lagartos de Saturno? Eu fiz um hotsite pra eles! Você pode escutar as faixas no MySpace e baixá-las no LastFM, também pode seguir no Twitter e participar da comunidade no Orkut. Se quiser baixar o EP completo, aqui o link!
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.