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Legal?NãoSimnada ainda

Sexo, Drogas e Pop Music

01/06/093

Quando eu participei do abaixo-assinado “Não Homofobia!” em finais do ano passado, senti que tinha feito o mínimo para cobrar do Estado uma postura mais ética para com a comunidade homossexual no Brasil.

Somente eu e mais 42 mil fizemos isso. Através do @gaybrasil li esta notícia hoje que me deixou muito chateado:

A Parada Gay do Rio, realizada em 12 de outubro do ano passado em Copacabana, com público de 1,5 milhão de pessoas, deu início ao movimento. Passados sete meses, porém, apenas 42 mil assinaturas foram registradas no site da campanha em apoio ao PLC 122/2006.

Ou seja. Pra ir numa merda de parada, aparece mais de um milhão de pessoas. Para assinar uma merda de um abaixo-assinado que vai defender o grupo, só 42 mil gatos pingados dão o ar da graça.

Pois é, enquanto você, barbie-de-academia ou bicha-pão-com-ovo, fica depilando suas costas, limpando sua cútis, bronzeando o corpinho sarado e discutindo se tamanho é documento ou não, a bancada evangélica no Congresso (de longe os maiores inimigos da comunidade) estão conseguindo deixar sua vida mais difícil, e através da lei.

Outdoor da campanha “Não Homofobia”

Parabéns, gays do Brasil! É de encher os olhos de brilho uma parada gay com muita gente, e só isso basta. Pra que uma palhaçada de lei, não é? O legal é sexo, drogas e Pop Music.

Legal?NãoSimnada ainda

Defendo os Desiguais

26/05/0916

Ultimamente tenho pensado muito numa maldita frase que Voltaire um dia resolveu profetizar, e que é algo mais ou menos assim:

“Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las.”

Daí em diante, um monte de gente começou a levar ao pé-da-letra e saiu aos quatro ventos falando que devemos respeitar a maneira de fulano pensar e externar suas ideias, que isso é importante pra democracia e que faz o mundo mais belo e justo.

Sem querer causar alguma polêmica, mas… Isso pra mim é uma balela das grandes.

Olha só, não sou o tipo que defende ditaduras e ache que o mundo tem que ser formado apenas por uma etnia. Muito pelo contrário, quanto mais plural, mais justa será a sociedade. Só que ao contrário de um monte de ignorante com quem tenho convívio forçado diariamente, eu tenho o mínimo de discernimento.

A sociedade vive em constante mudança, e isso é fato indiscutível quer os entusiastas da Idade Média gostem ou não. Coisas que há 20 anos eram impensáveis, hoje já é normal. E muita gente não consegue compreender (seja por preguiça ou burrice mesmo) que ninguém é obrigado e estar em regras sociais ridículas para estar feliz.

E nisso que entra a minha implicância com os evangélicos e católicos ortodoxos, por exemplo. Imaginemos três situações hipotéticas:

Situação 01: Maria de Jesus esbraveja que homossexuais são amorais e não podem ter nenhum direito civil assegurado pelo Estado. Segundo Maria, é porque Deus não gosta.

Situação 02: Branquelo Azedo idolatra um tal de Hitler, acha seus ideais importantes e por isso ele pega um judeu qualquer que viu na rua e o espanca até a morte.

Situação 03: Filho da Puta tem 19 anos, mora num bairro de classe média e num domingo tedioso taca fogo num morador de rua. Ele diz que queria se divertir com a galera.

São três situações que vemos na imprensa vez ou outra. E que, infelizmente, coloca a dignidade física e moral de pessoas em risco. Por quê? Porque num belo dia, um babaca falou que temos que respeitar o direito das pessoas terem sua própria consciência.

Aqui no Brasil parece que a situação se complica mais, já que possuímos a péssima premissa de achar que algumas coisas não de discutem. Daí vem um ou outro que fala o contrário e logo já é taxado de extremista. Vão por mim, sou chamado de extremista várias vezes por semana.

Sou extremista por ter plena convicção que não devemos tirar de grupos sociais minoritários o direito à vida, à dignidade e ao bem estar? Se isso for extremista, sou extremista confesso.

Por mim, os cristãos rezem pra quem eles querem que esteja pregado numa cruz. Mas não me venham falar que eu sou amoral por não acreditar em nenhuma palavra que tá escrita num livro velho e ultrapassado. E que eles fiquem quietinhos na deles e permitam que os homossexuais tenham direitos civis.

Sobre os neonazistas? Pois é, camaradas. Mesmo sendo crime (com razão) idolatrar tal ideologia assassina, uma penca acha lindo isso da mesma forma que filhinhos de papai acham divertido espancar prostitutas, travestis e negros pobres.

A igualdade só é garantida quando existe respeito aos desiguais. E se respeitar os que mais sofrem é ser politicamente correto, sejamos para assim garantirmos que crimes hediondos contra a humanidade não se repitam jamais.

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Doritos de graça na UFMG

22/03/096

Em outubro do ano passado postei sobre um caso que aconteceu na USP, quando um casal homossexual foi expulso de uma festa. Neste fim de semana aconteceu algo pior na Universidade Federal de Minas Gerais, vulgo UFMG. E mais uma vez fico indignado em saber que nas universidades públicas a homofobia também rola solta, e claro, com participação democrática de todos.

Eu não vou contar o caso aqui. Neste link tem a história explicadinha.

Leu? Revoltante, não é mesmo? Só achei que faltou o nome dos agressores e seus respectivos cursos. Por quê? Ora pois, pra que saibamos quem é esse tipo de gente que daqui a alguns anos estará no mercado profissional espalhando seu ódio contra um grupo social que merece – e muito! – ser inserido na sociedade.

Eu, como brasileiro, gostaria de saber quem é esse tipo de gente que está numa universidade pública gastando o meu dinheiro e devolvendo para a sociedade esse ato criminoso. Vou investigar e procurar saber quem são esses agressores. Prometo postar fotos e ficha completa aqui no blog.

Mas antes, vou fazer um bolão: Os agressores são brancos, têm base cristã na família e devem fazer algum curso de exatas ou engenharia. Não, não estou sendo preconceituoso com brancos, cristãos e engenheiros. Estou apenas usando a estatística. E também acho na minha vasta ignorância, que eles são contra o aborto e a favor da pena de morte.

Por que pra abrir a boca e falarem que gays são escória e citarem dados e números, essa gentinha é ótima. Mas quando um defensor da minoria faz isso, eles abrem a boca e falam que devemos largar de lado o politicamente correto.

Correto, pra mim, é apenas o respeito. O resto? É politicagem barata e Doritos.

PS: Esqueci de um um ponto importantíssimo da situação: Não rolou também uma agressão contra a mulher não? Rolou. O cara deu um chute na moça.

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Sem Peru no Natal

20/12/080

Deu até dó dos soldados britânicos que estão no Afeganistão [/ironia]. Alguns terroristas do Talibã atacaram um carregamento de 325 quilos de perus destinados para a ceia de Natal dos milicos. Ou seja, eles vão ficar sem peru nas festas de fim de ano.

Será mesmo?

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Ignorância Antiquada

03/12/083

Olha, eu até “compreendo” que algumas pessoas (mais velhas) achem que a Aids se espalhou por causa dos gays. Afinal, eram os anos 80, as pessoas eram meio burras, o preconceito eram bem maior que hoje e a falta de informações era proporcional à ignorância de uma juíza do Piauí e da Anvisa.

Em sua sentença, a juíza acatou os argumentos da Anvisa, afirmando que a proibição é baseada em dados científicos, e não motivada por preconceito. Segundo a agência, homens que mantiveram relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, nos últimos 12 meses, não podem doar sangue.

Eu acho estranho essa tal de “evidência científica” citada. Pois, algumas mesmas evidências científicas apontam que hoje existe 1,5 homem para cada mulher com Aids no Brasil; e que em 2006, dos casos de Aids registrados entre os homens, 27,6% eram em gays e bissexuais, contra 42,6% em heterossexuais.

Eu quero saber de onde a Anvisa e essa juíza tiraram suas evidências científicas. Será que tiraram do preconceito? Tiraram daquela velha ideia de que homossexuais são todos promíscuos? Eu sei que as probabilidades de homossexuais contraírem o vírus é bem maior que os heterossexuais. Porém, achar que só por alguém ser homossexual é também ter HIV/Aids, é um pensamento tão antiquado.

Quem Faz

André PachecoAndré Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.

Eduardo NascimentoEduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.

Fabiana LovatiFabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.

Luccas BelfortLuccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.

Iarnuou
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