Pois é. “Memoirs Of An Imperfect Angel” é ótimo. Mas as vendas, ó:

Pra quem estava acostumada a vender no mínimo um milhão – só nos Estados Unidos e em tempos de bancarrota da indústria fonográfica – ver seu último disco minguar em 600 mil cópias deve ser muito triste. E o que fazer pra tentar diminuir o prejuízo a dor?
O mais óbvio: Chama os amigos, dá um churrascão na lage e vai cantando aqui e acolá as músicas! E se sobrar um tempinho entre uma bebida e outra, recebe algum prêmio por aí e refaz a melodia também. Lindo!
Daí, pra não parecer uma tentativa desesperada de vender mais, muda o nome do disco. Muda não, dá uma repaginada e faz parecer uma releitura do trabalho anterior. Releitura, que fique claro, pois álbum de remixes pega mal.
Pronto, Mariah Carey já tem a fórmula do sucesso novamente em mãos. Em breve chegará às lojas (e em todos os serviços de download que existem aos montes pela internet) “Angels Advocated”. Duas faixas já vazaram: “Angels Cry”, com a participação até bacaninha do Ne-Yo, e “Up Out My Face”, com uma rapper chata que atende pelo nome de Nicki Minaj.
Na tracklist que anda circulando e sem confirmação oficial, o disco também teria as participações de Alicia Keys e Mary J. Blige – as duas únicas vozes possivelmente convidadas que me dão um fio de esperança que essa releitura não seria no mínimo ruim.
Boa sorte, Mariah! Porque no que depender dos seus amigos rappers, dos seus últimos vídeos lançados e no próximo que virá pela frente, você vai precisar:

Cadê o anjo da guarda dessa mulher, gente?

Eu já fui um comprador de CDs compulsivo. Do tipo que tinha discografias completas e dava mais valor ao CD produto do que o que ele continha de fato: música. Na época, a indústria fonográfica era bilionária, e mandava em meio mundo, com artistas deificados e uma multidão de fãs que não tinha problema nenhum em cometer as maiores loucuras para ver e ouvir seus ídolos.
Não vou entrar em detalhes, mas a internet varreu as bases de sustentação da indústria musical para baixo do tapete sem dó ou piedade. Muitos dizem que isso representou a morte dos artistas, mas essa claramente é a típica visão de quem tá com os bolsos cada vez mais vazios, como é o caso da Sony BMG e Warner, por exemplo.
O fato é que uma geração antes da atual, só se conhecia música de uma maneira: rádios. Os mais “antenados” (sim, antenados não nasceram ontem) iam a festivais e compravam publicações musicais, mas não passava disso. Em essência, isso significa que toda e qualquer informação que se recebia de música estava sujeita a opinião de alguém, ou a acordos comerciais (não me entendam mal, sou fã de revistas de música, como a Rolling Stone e rádios são ótimas formas de matar o tédio, mas não se deve ficar limitado a isso). Continue Lendo…


Qualquer biografia – principalmente de um grande artista, como o caso de Madonna – é oito ou oitenta. Pode ser um livro fantástico, que escancara momentos cruciais da vida e carreira do ídolo; ou pode ser uma obra medíocre que não acrescenta nada.
Em meados do ano passado, quando Madonna completara 50 anos, duas biografias suas não-autorizadas estavam em evidência. A primeira (lançada originalmente em 2007) é da jornalista britânica Lucy O’Brien; já a segunda é de autoria de Christopher Ciccone (irmão de Madonna). O primeiro livro prima pela perfeição em que conta a trajetória pessoal e profissional da artista, o segundo é um emaranhado de capítulos que parecem mais um desabafo de alguém que foi jogado pra escanteio.
A obra de Lucy O’Brien contém entrevistas com pessoas que passaram pela vida da biografada. São ex-namorados, produtores, compositores, amigos, inimigos… É uma coletânea de declarações que vão além do trivial, e que mostram as diversas perspectivas possíveis e impossíveis que se podem ter sobre a artista.
E claro, há também o ponto de vista da autora. Lucy conta que vê em Madonna um exemplo a ser seguido, e traça, nas primeiras páginas, paralelos entre as duas para assim apresentar melhor sua obra. A construção do livro vai expondo a evolução da protagonista como cantora, atriz, ativista, feminista e mulher.
Coisas antes nunca discutidas sobre a vida privada de Madonna, como o abuso sexual sofrido quando ainda corria atrás do sucesso, são sempre retomadas para explicar algumas de suas atitudes. As polêmicas não são vendidas como num tabloide, são explicadas e seus bastidores analisados.
Em “Madonna: 50 Anos” (“Madonna: Like An Icon”, título original) temos um livro que vai além sobre uma das figuras mais importantes da Cultura Pop – com seus estigmas, projetos e karmas. Não é apenas mais uma entre tantas biografias sobre Madonna, é uma análise de parte significativa da indústria cultural. Continue Lendo…
Que as grandes gravadoras são burras, disso não há nenhuma dúvida. Tudo empresa arcaica que não consegue compreender que as relações entre produtor e consumidor de música mudou drasticamente na última década.
Mas, ao invés de se adequarem a essa nova relação, como fez a Trama, elas preferem intimidar os consumidores de música. Numa ânsia ignorante por tentarem manter o sistema já falido, as grandes gravadoras se juntam num grupinho e saem atirando pra tudo quanto é lado.
Hoje foi um dia cinza para quem gosta de compartilhar música no Orkut. A comunidade Discografias foi intimada pelo Google a encerrar suas atividades por pressão da Associação Anti-Pirataria Cinema e Música. Há algum tempo o site Legendas.Tv sumiu do mapa por tramóias do mesmo grupo.
Mas o caso da minha indignação nem são esses dois fatos. Afinal, muito já se comentou – e bem – pela blogosfera brazuca. Minha opinião já está muitíssima representada em alguns posts por ai.
O EP independente “Lagartos de Saturno” foi reirado do 4Shared por pressão da Associação Anti-Pirataria Cinema e Música.
A minha indignação está em eles terem tirado do ar o EP do Lagartos de Saturno – uma banda independente que eu ajudo a divulgar aqui no blog. Há uns 3 dias o 4Shared me mandou um e-mail avisando que o download havia sido retirado do ar por ir contra as leis de direitos autorais.
Nisso eu fiquei com a pulga atrás da orelha. É um EP com composições da banda, de onde diabos tinha um desrespeito ao direito autoral dos outros? E daí que hoje entro no link antigo pra ver se o 4Shared havia voltado atrás e me deparo com a seguinte mensagem:
This file is no longer available because of claim by APCM - Associação Anti-Pirataria Cinema e Música.
Comofas com uma coisa dessas, gente? Até nos artistas que não têm NENHUMA ligação com porcaria nenhuma de gravadora eles querem salvar dos safados compartilhadores de música? Eles se acham no direito de mandar e desmandar em todas as obras culturais feitas no Brasil? Acabei que não resisti e mandei um e-mail pra eles perguntando os motivos de pedirem a exclusão do EP dos Lagartos do 4Shared.
Sem querer parecer grosso, mas já sendo: Vocês têm merda na cabeça?
Eu postei um link no 4Shared para o EP de uma banda independente e o download foi retirado do ar. A justificativa do 4Shared é que vocês clamaram que este arquivo ia contra as leis de direitos autorais.
Te dou o link? Aqui, ó:
http://www.4shared.com/file/88876793/876c2a70/2008_Lagartos_de_Saturno_EP.html
Só tem um problema. Eu estou fazendo a divulgação dessa banda, e tenho autorização deles para postar o material.
Vocês estão tão afoitos em querer mostrar serviço que saem atirando pra tudo quanto é lado? É uma vibe do tipo é mp3 é crime? Desde quando vocês são donos de todas as obras CULTURAIS feitas no Brasil?
Faça-me o favor.
Depois não reclamem quando pedirem falência. Faliu não porque as pessoas baixam músicas, mas porque vocês são burros mesmo.
Eu duvido que eles vão responder. E amanhã mesmo eu falo com o Vinícius Blancco – o vocalista dos Lagartos de Saturno – se existe alguma possibilidade de ele entrar com um processo contra a APCM. Só não sei se rolaria um processo por burrice. Alguém sabe se tem como?

Após um contrato de 20 milhões para a confecção de quatro discos na Island Def Jam, Mariah Carey dará adeus a mais um grande selo. “O clima nos corredores da Island não está nada bom”, conta uma fonte e completa que “desde a saída de Jay-Z e o suicídio de Shakir Stewart, LA Reid [o executivo-chefe da gravadora] está estressado e desorganizado”.
Mas LA Reid estressado com Mariah Carey? Não, é justamente o contrário, “Mariah Carey não aguenta mais os ataques de Reid e sua falta de profissionalismo para gerir a Island Def Jam” – argumenta um funcionário da Universal Music. Vale lembrar que a Island é o selo urbano da maior companhia discográfica do mundo.
Até Jermaine Dupri – braço direito de Mariah Carey em vários sucessos – já raxou fora do inferninho criado por LA Reid. Mas a birra de Mimi com o todo-poderoso também está relacionada ao “fracasso” comercial de “e=MC²” – seu mais recente lançamento.
Nas palavras do mesmo funcionário da Universal Music: “Muitos dizem que ela [Mariah Carey] não divulgou o disco por causa do casamento. Muito pelo contrário, foi LA Reid quem cortou verbas e contatos para a divulgação do último disco de Mariah”.
Por quê? “LA Reid não gostou nada do casamento, para ele grandes estrelas da música devem manter-se longe do altar”, completa. O clipe de “Bye Bye” teve atraso para estrear pois LA Reid não queria imagens de Nick Cannon [o marido de Mariah] no vídeo, mas ela bateu o pé e deixou o esposo lá.
Mas, e agora para onde vai Mariah? Ela já foi da Sony por dez anos e depois dispensada pela Virgin. “A Live Nation está de olho nela há tempos. Mariah é uma artista com um potencial incrível para shows, mas nunca foi bem trabalhado”, diz uma moça ligada à cantora. A Live Nation teria oferecido a bagatela de 75 milhões de dólares por um contrato de 10 anos!
Mariah Carey está pensando seriamente em sair da ilha em que está. Porém falta um disco, e é provável que lancem o trabalho engavetado entre o “Charmbracelet” (2002) e “The Emancipation Of Mimi” (2005), já que ela se recusa a entregar material inédito nas mãos de LA Reid.
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.