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Legal?NãoSimnada ainda

Defendo os Desiguais

26/05/0916

Ultimamente tenho pensado muito numa maldita frase que Voltaire um dia resolveu profetizar, e que é algo mais ou menos assim:

“Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las.”

Daí em diante, um monte de gente começou a levar ao pé-da-letra e saiu aos quatro ventos falando que devemos respeitar a maneira de fulano pensar e externar suas ideias, que isso é importante pra democracia e que faz o mundo mais belo e justo.

Sem querer causar alguma polêmica, mas… Isso pra mim é uma balela das grandes.

Olha só, não sou o tipo que defende ditaduras e ache que o mundo tem que ser formado apenas por uma etnia. Muito pelo contrário, quanto mais plural, mais justa será a sociedade. Só que ao contrário de um monte de ignorante com quem tenho convívio forçado diariamente, eu tenho o mínimo de discernimento.

A sociedade vive em constante mudança, e isso é fato indiscutível quer os entusiastas da Idade Média gostem ou não. Coisas que há 20 anos eram impensáveis, hoje já é normal. E muita gente não consegue compreender (seja por preguiça ou burrice mesmo) que ninguém é obrigado e estar em regras sociais ridículas para estar feliz.

E nisso que entra a minha implicância com os evangélicos e católicos ortodoxos, por exemplo. Imaginemos três situações hipotéticas:

Situação 01: Maria de Jesus esbraveja que homossexuais são amorais e não podem ter nenhum direito civil assegurado pelo Estado. Segundo Maria, é porque Deus não gosta.

Situação 02: Branquelo Azedo idolatra um tal de Hitler, acha seus ideais importantes e por isso ele pega um judeu qualquer que viu na rua e o espanca até a morte.

Situação 03: Filho da Puta tem 19 anos, mora num bairro de classe média e num domingo tedioso taca fogo num morador de rua. Ele diz que queria se divertir com a galera.

São três situações que vemos na imprensa vez ou outra. E que, infelizmente, coloca a dignidade física e moral de pessoas em risco. Por quê? Porque num belo dia, um babaca falou que temos que respeitar o direito das pessoas terem sua própria consciência.

Aqui no Brasil parece que a situação se complica mais, já que possuímos a péssima premissa de achar que algumas coisas não de discutem. Daí vem um ou outro que fala o contrário e logo já é taxado de extremista. Vão por mim, sou chamado de extremista várias vezes por semana.

Sou extremista por ter plena convicção que não devemos tirar de grupos sociais minoritários o direito à vida, à dignidade e ao bem estar? Se isso for extremista, sou extremista confesso.

Por mim, os cristãos rezem pra quem eles querem que esteja pregado numa cruz. Mas não me venham falar que eu sou amoral por não acreditar em nenhuma palavra que tá escrita num livro velho e ultrapassado. E que eles fiquem quietinhos na deles e permitam que os homossexuais tenham direitos civis.

Sobre os neonazistas? Pois é, camaradas. Mesmo sendo crime (com razão) idolatrar tal ideologia assassina, uma penca acha lindo isso da mesma forma que filhinhos de papai acham divertido espancar prostitutas, travestis e negros pobres.

A igualdade só é garantida quando existe respeito aos desiguais. E se respeitar os que mais sofrem é ser politicamente correto, sejamos para assim garantirmos que crimes hediondos contra a humanidade não se repitam jamais.

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Doritos de graça na UFMG

22/03/096

Em outubro do ano passado postei sobre um caso que aconteceu na USP, quando um casal homossexual foi expulso de uma festa. Neste fim de semana aconteceu algo pior na Universidade Federal de Minas Gerais, vulgo UFMG. E mais uma vez fico indignado em saber que nas universidades públicas a homofobia também rola solta, e claro, com participação democrática de todos.

Eu não vou contar o caso aqui. Neste link tem a história explicadinha.

Leu? Revoltante, não é mesmo? Só achei que faltou o nome dos agressores e seus respectivos cursos. Por quê? Ora pois, pra que saibamos quem é esse tipo de gente que daqui a alguns anos estará no mercado profissional espalhando seu ódio contra um grupo social que merece – e muito! – ser inserido na sociedade.

Eu, como brasileiro, gostaria de saber quem é esse tipo de gente que está numa universidade pública gastando o meu dinheiro e devolvendo para a sociedade esse ato criminoso. Vou investigar e procurar saber quem são esses agressores. Prometo postar fotos e ficha completa aqui no blog.

Mas antes, vou fazer um bolão: Os agressores são brancos, têm base cristã na família e devem fazer algum curso de exatas ou engenharia. Não, não estou sendo preconceituoso com brancos, cristãos e engenheiros. Estou apenas usando a estatística. E também acho na minha vasta ignorância, que eles são contra o aborto e a favor da pena de morte.

Por que pra abrir a boca e falarem que gays são escória e citarem dados e números, essa gentinha é ótima. Mas quando um defensor da minoria faz isso, eles abrem a boca e falam que devemos largar de lado o politicamente correto.

Correto, pra mim, é apenas o respeito. O resto? É politicagem barata e Doritos.

PS: Esqueci de um um ponto importantíssimo da situação: Não rolou também uma agressão contra a mulher não? Rolou. O cara deu um chute na moça.

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U-SPírito de Porco

29/10/082

Um casal gay foi expulso de uma festa “normal” dia desses em Sampa. Não seria nenhum alarde se isso não tivesse acontecido na USP – a Universidade que assim como o estado que a mantém se diz a locomotiva do país – e pior, numa festa organizada por um Centro Acadêmico.

Os estudantes José Eduardo Góes e Jarbas Rezende Lima foram expulsos de uma festa promovida pela CA de Veterinária da USP. Foto: Reproduçao, G1

Para os desavisados, os CAs são parte do Movimento Estudantil. Para os mais desavisados e leitores da grande mídia golpista, o Movimento Estudantil continua trampando firme e forte em assuntos importantes, como na luta contra o machismo e a homofobia.

Para mim, é intolerável (intolerância contra a intolerância às vezes faz bem) que Centros Acadêmicos lancem mão de atitudes preconceituosas contra qualquer pessoa. Por quê? Ora pois, por vários motivos. Um deles é que se um CA existe, é para se criar vias de diálogo com vários setores da comunidade estudantil (independente do curso) e da sociedade.

E outro, tão mais importante em se tratando de uma instituição de ensino pública (independente se ela é Estadual ou Federal), é a responsabilidade em devolver para a sociedade aquilo que ela gasta investindo na produção de conhecimento e formação do estudante. E devolver para a sociedade homofobia de uma forma suja é, no mínimo, deplorável.

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E Daí Que Vocês São Idiotas?

28/10/082

Acho que a frase que mais me marcou na vida (e quando eu digo vida, eu falo de algo que me acompanha desde quando eu me entendo por gente) é a famosa “penso, logo existo”. Sei que essa frase de Descartes é muito mais complexa do que a minha, agora longe, pueril infância poderia compreender. Mas, vou me contentar em limitar minhas indagações às mais medíocres (possíveis) análises.

Ora pois, não é necessária nenhuma teoria antropológica para definir o ser humano, pelo menos num blog tão idiota como este. O ser humano, numa visão minimalista de um estudante de Jornalismo esquerdista e ateu, é apenas mais um animal fruto do acaso da evolução.

E, este mesmo ser humano, capaz de desenvolver sociedades complexas (cada uma a sua maneira), às vezes se contradiz em ações que beiram à paranoia. Uma constante sensação de perseguição que leva a atitudes grosseiras e que nos afastam de uma razão cada vez mais rala.

É até irônico, após revoluções importantes e atos extremos de ódio que fizeram o Ocidente refletir, que pessoas sentem à frente de uma máquina e coloquem granadas em seus dedos e imperialismos em seus corações. E muitíssimo irônico que uma pessoa que (possivelmente) tenha muito em comum comigo me ataque justamente na semelhança de forma porca, ignorante e parva.

Se essa atitude viesse de um neonazista ou conservador qualquer, eu faria de mercador e fingiria não ser comigo. Mas, não, isso veio de alguém que aparentemente tem muito mais em comum com a minha pessoa do que simplesmente termos nascido no mesmo país, escutarmos as mesmas músicas na adolescência e sermos resultados da mesma cultura pós-moderna duma nação de terceiro mundo.

Antes que aparente ser uma especulação, eu fiz uma pequena pesquisa no Orkut, usei o número de IP registrado aqui no blog (que foi bloqueado por mim, ou seja, nenhum comentário vindo de tal número será aceito) e o e-mail deixado no formulário e cheguei ao perfil de tal pessoa.

É muito triste ser atacado em algo já muito escrotizado pelo sistema vigente por alguém que também sofre os mesmos preconceitos chulos e intolerantes. Na verdade, eu nem me importei com os outros comentários acerca de meu tipo físico, aprendi bastante em um post que li da Poly do Te Dou Um Dado? em seu blog pessoal.

Eu fico triste em constatar que alguns afunilam suas existências na mediocridade, deixando de lado o melhor acaso já acontecido ao ser humano: o ato de pensar. Se eu penso, logo existo. Se eu não pensasse, logo deixaria minha vida vazia. Se minha vida estiver vazia, logo sou um nada além de um monte de carne sem valor e efêmera.

Fica aqui meu desabafo!

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Santificando o Nazismo

10/10/083

Um padre britânico andou dizendo por aí que quer sair tatuando tudo quanto é gay por um motivo nobre, alertar as pessoas dos perigos da homossexualidade.

"Deveria ser obrigatório que os homossexuais tivessem uma tatuagem em suas costas com a seguinte advertência: a sodomia pode prejudicar a saúde, e a felação mata"

Eu não tenho nada contra isso, desde que houvesse uma contra-partida. Vamos tatuar padres, cristãos e mulheres-frutas também. Afinal, é uma questão urgente de saúde pública.

Para os padres eu dou a seguinte sugestão: “Pedofilia traumatiza crianças e o Vaticano vai abafar o caso”. Para os cristãos poderia avisar que “ler a Bíblia deixa burro e pode levar ao nazismo”. Já as mulheres-frutas tanto faz, ninguém leva elas a sério mesmo.

Como o Nazismo está em alta, sair tatuando pessoas não seria problema nenhum. E mais uma vez, a nossa amada Igreja Católica, que sempre esteve a frente dos principais avanços sociais e políticos do mundo, deixou clara a sua posição. O Papa Bento 16 torce pela beatificação de Pio 12, e com certeza vai ser a favor de santificar Hitler depois.

Dica da Ana Borba.

Quem Faz

André PachecoAndré Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.

Eduardo NascimentoEduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.

Fabiana LovatiFabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.

Luccas BelfortLuccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.

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