Pois é. “Memoirs Of An Imperfect Angel” é ótimo. Mas as vendas, ó:

Pra quem estava acostumada a vender no mínimo um milhão – só nos Estados Unidos e em tempos de bancarrota da indústria fonográfica – ver seu último disco minguar em 600 mil cópias deve ser muito triste. E o que fazer pra tentar diminuir o prejuízo a dor?
O mais óbvio: Chama os amigos, dá um churrascão na lage e vai cantando aqui e acolá as músicas! E se sobrar um tempinho entre uma bebida e outra, recebe algum prêmio por aí e refaz a melodia também. Lindo!
Daí, pra não parecer uma tentativa desesperada de vender mais, muda o nome do disco. Muda não, dá uma repaginada e faz parecer uma releitura do trabalho anterior. Releitura, que fique claro, pois álbum de remixes pega mal.
Pronto, Mariah Carey já tem a fórmula do sucesso novamente em mãos. Em breve chegará às lojas (e em todos os serviços de download que existem aos montes pela internet) “Angels Advocated”. Duas faixas já vazaram: “Angels Cry”, com a participação até bacaninha do Ne-Yo, e “Up Out My Face”, com uma rapper chata que atende pelo nome de Nicki Minaj.
Na tracklist que anda circulando e sem confirmação oficial, o disco também teria as participações de Alicia Keys e Mary J. Blige – as duas únicas vozes possivelmente convidadas que me dão um fio de esperança que essa releitura não seria no mínimo ruim.
Boa sorte, Mariah! Porque no que depender dos seus amigos rappers, dos seus últimos vídeos lançados e no próximo que virá pela frente, você vai precisar:

Cadê o anjo da guarda dessa mulher, gente?
Uma notícia tentadora: Christina Aguilera lançará novo disco em março. E não é especulação! Ela própria confirmou numa entrevista durante a passagem de ano em Las Vegas. Quer mais? “Light and Darkness” terá participação de M.I.A.
“Light and Darkness” marcará o fim de um hiato de quatro anos sem Aguilera lançar material inédito. Seu último trabalho foi o retrô e aclamado “Back To Basics”. Em 2008, ela lançou a coletânea “Keeps Gettin’ Better – A Decade Of Hits” em comemoração aos seus dez anos de carreira.
E, eis que fica a dúvida: O que será que a moça está aprontando? Com poucos discos lançados, Christina já fez musicalmente de tudo um pouco. “Stripped”, de 2002, bate mais no R&B e na sexualidade enquanto “Back To Basics”, honrando o nome, vai de encontro às raízes da música negra norte-americana. Sem contar algumas faixas picadas, como “Lady Marmalade” e “Keeps Gettin’ Better”.
E outra coisa: É sabido que Aguilera tem uma noção de estética muito peculiar. Digamos que ela é uma Lady Gaga frustrada. E, juntando o nome do disco novo, “Light and Darkness”, e conferindo algumas fotos tiradas há alguns anos, posso jurar que ela já escolheu a foto pra capa:

It’s back to light, baby!
Uma dona de casa acima de qualquer suspeita fornece erva para a vizinhança em “Weeds”Dia 10 de janeiro estreia no canal pago GNT a quinta temporada da aclamada e fumaçada “Weeds”. Marque no seu calendário.
Eu não sou exatamente a pessoa mais apropriada para falar de séries. Não sou muito ligado em televisão, perco os horários e não gosto de esperar uma semana pra saber o que vai acontecer. Também morro de preguiça de baixar episódios, legendas, codecs e aaah, esperar aquelas contagens regressivas dos sites de download! Credo! Então eu só assisto séries em DVD, e consequentemente séries que alguém de confiança recomenda e empresta os boxes das primeiras temporadas.
Assim conheci “Weeds”, série aclamada lá fora desde 2005, que encerrou a quinta temporada em 2009 e já está prometida para uma nova leva de episódios. No Brasil, “Weeds” faz parte da grade do canal pago GNT desde 2006 e estreia a quinta temporada na próxima segunda-feira, dia 11 de janeiro.
A série conta a história de Nancy Botwin, vivida por Mary-Louise Parker, uma jovem dona de casa viúva que vive com os dois filhos adolescentes em Agrestic, uma fictícia cidade no subúrbio da Califórnia, onde os moradores exibem nas fachadas suas famílias perfeitas e ajustadas.
Para ganhar a vida e sustentar os filhos, Nancy passa a vender maconha para os vizinhos, revelando a verdadeira face por trás do sonho americano, e mostrando em cada episódio que os conflitos vividos pelos personagens estão longe do que consideramos perfeição.
O sucesso de “Weeds” se deve a, na minha opinião, dois pontos positivos.
Primeiro o talentoso elenco, formado por Mary-Louise Parker (a garota de “Tomates Verdes Fritos”), Elizabeth Perkins (protagonista de “Quero Ser Grande”, ao lado de Tom Hanks) e o hilário Justin Kirk, cujo papel cresceu tanto que rendeu uma série para web chamada “University of Andy”. Além do casting fixo, Mary-Kate Olsen e Alanis Morissette (que já demonstrou publicamente seu amor à erva) fizeram participações especiais na terceira e quinta temporada, respectivamente.
Depois o humor negro e a liberdade de expressão, já que “Weeds” é exibida por um canal pago americano. Ou seja, não existem pudores nas cenas de sexo, nudez, violência ou piadas bastante ácidas. Jenji Kohan, a criadora, trata abertamente de temas como drogas, prostituição, infidelidade e homosexualidade, com um tom cômico e ao mesmo tempo crítico o suficiente para ser levado a sério.
Concluindo, “Weeds” é uma série que veio para contrariar a visão politicamente correta de que a maconha é uma droga que destrói lares, familias e pessoas, porque mostra que todos os nossos dramas e conflitos [/Márcia Goldsmith] são reflexos da sociedade e da forma que somos submetidos a ela. A droga é apenas mais uma coadjuvante nessa história.
E não importa o quão corretos tentamos ser, todos escondemos nossos segredos e fraquezas, desde as donas de casa desesperadas até os traficantes mais barra pesada.
Não adianta, final de ano é sempre a mesma coisa: É família reunida, retrospectivas e previsões. Sobre a família, cada um tem a sua e sabe o peso da sua tia gorda barraqueira ou daquele primo chato que se acha o máximo. Retrospectivas têm das mais variadas, pode ser uma lista com os discos mais bacanas ou um mashup das músicas ou filmes de maior sucesso do ano.
Já as previsões são um tiquinho mais complicadas, afinal, duma hora pra outra o barco pode virar. Ainda mais no aloprado mundo Pop. Mas fazer previsões não é problema nenhum, e pode até ser divertido. Pois bem, chega de enrolação e vamos a minha aposta na música Pop: a cantora norte-americana Ke$ha.
Ke$ha, que de boba não tem nada, gosta mesmo é de dinheiro. Culpa da Paris HiltonHá um ano conheci ela, que por sinal é a atual recordista de downloads numa única semana em sua estreia com 610 mil downloads de um single que no começo deste ano nem nome tinha. “Dolla”… “P Diddy”? E mais tarde, troquem todas as tags, é oficial: a música se chama “TiK ToK”.
Ke$ha Sebert tem 22 anos e nasceu em Los Angeles. Sua vida começou a mudar aos 17 anos quando a família morava em Nashville e participou do reality show “Simple Life”, estrelado por Paris Hilton e Nicole Richie. Ela foi descoberta por Max Martin (produtor de “…Baby One More Time”, da Britney) e Dr. Luke (“I Kissed a Girl”, “Since U Been Gone”), que a convenceram a voltar para Los Angeles e tentar carreira na música.
Desde então, Ke$ha já gravou e escreveu umas 200 músicas, além de colaborar com diversos artistas já renomados: Britney Spears, The Veronicas, Miley Cyrus. Ou seja, ela esteve aí 2009 inteiro e você não soube.
Por exemplo, é ela quem canta com o Flo Rida no hit “Right Round”. Mas como ela mesmo não ganhou muito dinheiro com a participação na música do Flo, decidiu incluir um $ em seu nome. Assim, se Lady Gaga buscava a fama no começo, aqui o intuito é fazer dinheiro logo de cara.
Diferente de tudo, Ke$ha é um mix de Madonna em início de carreira com Beastie Boys. É uma tentativa de sucesso de rap-pop feminino. Mas “Animal”, seu primeiro disco, que sai oficialmente agora no começo de janeiro, é mais pop. “Eu queria trazer ao público algo que lhes alegrassem”, diz a cantora munida dum estilo “garbage-chic”. A loira até filmada foi procurando seu figurino em um lixão da Alemanha.
Porém, a maior “polêmica” – até agora – é ela já ter chamado o Hugo no closet da Paris Hilton. Quando estava numa festa de comemoração do disco de estreia de Hilton, “Paris”, Ke$ha bebeu tanto, mas tanto que não conseguiu diferenciar o armário milionário da amiga socialite do banheiro. Vomitou lá mesmo [/cara de nojinho], foi expulsa da festa e elas deixaram de ser BFF.
Mas nem tudo fora tão ruim. Como boa artista que é, Ke$ha arregaçou as mangas e escreveu duas músicas sobre o assunto, uma delas é “Party At A Rich Dude’s House” (vídeo abaixo), que está em “Animal” e promete ser sucesso.
Agorinha mesmo, na última semana de 2009, o apoio de diversas pessoas que procuram algo novo e divertido na música Pop (ou talvez cansadas de Lady Gaga) fizeram com que Ke$ha atingisse o pico da Billboard. “TiK ToK” é a música mais ouvida e vendida nos Estados Unidos.
Alguém duvida que Ke$ha será a melhor cantora da última semana em 2010?
Enfim! Voltamos após uns dois meses em hibernação… Era pra termos regressado bem antes, mas por alguns motivos (que não vêm ao caso agora) o blog foi deixado de lado. Porém, o assunto agora é outro.

Ano novo chegando e nada melhor do que (além das comuns promessas pra emagrecer, enriquecer, trabalhar mais e patati patatá) listar os melhores em alguma coisa do ano que acabara. Não é mesmo? Pelo menos é isso que nós aqui do Vestiário pensamos.
Tá a fim de se juntar a nós pra escolhermos os 10 Melhores Discos Internacionais de 2009? Ao contrário da última vez, não vamos falar dos lançamentos nacionais, já que música brasileira não combina muito com a gente…
Pra dar sua sugestão é só comentar neste post ou mandar reply no Twitter. A lista será publicada dia 10 de janeiro. Participe!
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.