Para aqueles que não sabem eu sou natural de Caratinga, cidade com pouco mais de 80 mil habitantes no Leste Mineiro. Em tupi-guarani Caratinga significa cará branco – um tipo de tubérculo muito comum na região na época de sua colonização – porém morei lá por dezessete anos e nunca nem se quer vi a cara do tal cará (sinceramente até hoje não sei o que é um cará branco).
Vista parcial da Praça Cesário Alvim, ao fundo a Pedra Itaúna. Foto: Prefeitura Municipal de Caratinga
E não vão achando que por ser uma cidade tosca pequena é uma cidade sem conteúdo, a Caratinga não falta o glamour. A história do município é até interessante e cheia de “quases”. Quase que a Usiminas foi pra lá. Quase que a Universidade Federal de Viçosa foi pra lá. Quase que o filme “O Menino Maluquinho” foi filmado lá…
Enchente de 1945. Foto: Caratinga.Net
Outra coisa que dá a cara (não o cará) à cidade são suas enchentes: As inundações em Caratinga são parte do folclore e fazem com que a cidade seja conhecida como a Veneza dos Trópicos (tá, essa parte é piada minha). A cidade literalmente fica ficava debaixo d’água quando chovia muito – assim como o resto de Minas Gerais.
Tem cinco anos que não moro mais em Caratinga e não tenho a mínima vontade de voltar. Mas mesmo assim, quer eu queira ou não, ela é a minha cidade natal. Minhas lembranças da infância estão todas lá: Em suas ruas, em seus cinemas, em sua igreja principal, na minha antiga escola…
E mesmo com inúmeros defeitos, como uma população que joga lixo no rio e compra uma calça de 200 reais achando que fez um bom investimento, essa cidade me dá três orgulhos, e sempre que tenho oportunidade os coloco na roda como agora. Continue Lendo…
Porque não tenho nada melhor pra fazer!
Meme enviado pelo parceiro de sempre Leonardo Rama.
O Censo da Blogosfera é uma ideia legal proposta pelo blogueiro anônimo do Fatiou Passou. No começo cada blog deveria “pegar” um número em sequência, e assim por diante até chegar no maior número de blogs nacionais contados. Mas, como era de se esperar, a coisa desandou e virou um barraco que só.
Vestiário, como não é bobo, entrou na brincadeira. O número escolhido é o Número de Euler (pronuncia-se óilã), o famoso e, que eu tentei entender sem sucesso por um longo período da minha vida; mas eu sei da sua importância para a matemática, principalmente a financeira (já que o moço aqui fez três anos de Economia até desandar pro Jornalismo).

Eu queria números sugestivos como 24, 69 e 171, mas eu perdi o bonde. Fazer o quê? Segue o censo até o momento:
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OBS 01: Um moço disse nos comentários que queria este número, mas eu fiz a postagem primeiro! Será que está valendo?
OBS 02: e = 2.718281828…
Depois que fiz (com a ajuda de alguns amigos) a listinha com As Cinco Músicas Internacionais Para Trilha-sonora Do Seu Velório, convidei alguns blogs parceiros para fazerem o mesmo. Tive respostas da Vivi, do Danilo, do Leorama e do Wallace.
Agora, é a minha vez de dizer quais as músicas eu quero no momento da minha despedida do mundo dos vivos. Posso ser viado, puta, pobre, bêbado e cidadão de bem; mas, eu quero que o som de fundo da minha morte não seja nada gay, leviano, de promoção, alcoolizado ou conservador.
Por isso, mamãe, se você for leitora deste blog, anota aí a minha seleção de músicas:
Se qualquer música da Clara Nunes aparecer no meu velório, poderei descansar pela eternidade muito feliz. Mas, tenho uma quedinha especial por “Candongueiro”. Não estarei voltando pra Minas Gerais, e nem sei mesmo se vou para algum lugar. Se bem que, pelo que andei aprontando, o inferno seria uma dádiva.
Nem quero explicar muito. Como bom fã da Mariah que sou fui, não poderia faltar sua voz de passarinho no meu velório. Mas, não quero nenhuma borboleta enfeitando meu caixão, que fiquem todos avisados.
Sim, quando eu morrer, não haverá mais esperanças, glórias ou um final feliz. As flores murcharão, a Regina Duarte sentirá mais medo ainda, os extraterrestres católicos invadirão, Jesus voltará e a humanidade se ferrará.
Eu finjo que sou cult. Todos acham que sou intelectual. Ando pelas ruas pensando que estou em Londres. Tomo vinho barato e tenho porre de uísque escocês. Nada mais digno, então, tocar Chico Buarque no meu velório. Vou morrer e todos se perguntarão: “O que será, que será?”; e eu vou responder: “Te vira!”.
Foi assim que passei minha vida: Como uma deusa; entre o amor e o poder; e repleto de coisas cafonas!
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.