
Eu iria fazer um texto sobre o fogo que tá pegando lá na Palestina. Mas, o Bruno Ribeiro fez um melhor do que eu poderia sonhar em fazer. Aqui, ó!
Em Tempo: O Vi o Mundo publicou a tradução de um ótimo artigo – do Guardian – sobre a apatia da comunidade internacional perante os palestinos.
Olha, esse caso da tal de Elóa já torrou a porra da paciência. Tanto a grande mídia golpista ou as pessoas que fazem análises sobre o caso já saturaram a minha mente. Tem como a gente falar de outros assuntos?
Poderíamos voltar filosofar sobre a crise econômica que vai arrasar o Planeta Terra e deixar todo mundo feio e fedido? Que tal nos concentrarmos na situação caótica que toma conta da Polícia Civíl de São Paulo? Vamos fofocar sobre o fim do casamento da Madonna com o Gay Guy Ritchie?
Apesar de que essa história da Elóa vai dar muito pano pra manga: Dizem as más línguas que o pai da moça seria comparsa do Lindemberg. Estourem a pipoca, tragam o guaraná e vamos curtir mais uma odisseia midiática!
Morre, aos 94 anos, Dorival Caymmi, um dos gênios da Música Popular Brasileira. Agora, a baiana também tem lágrimas.
Depois que fiz (com a ajuda de alguns amigos) a listinha com As Cinco Músicas Internacionais Para Trilha-sonora Do Seu Velório, convidei alguns blogs parceiros para fazerem o mesmo. Tive respostas da Vivi, do Danilo, do Leorama e do Wallace.
Agora, é a minha vez de dizer quais as músicas eu quero no momento da minha despedida do mundo dos vivos. Posso ser viado, puta, pobre, bêbado e cidadão de bem; mas, eu quero que o som de fundo da minha morte não seja nada gay, leviano, de promoção, alcoolizado ou conservador.
Por isso, mamãe, se você for leitora deste blog, anota aí a minha seleção de músicas:
Se qualquer música da Clara Nunes aparecer no meu velório, poderei descansar pela eternidade muito feliz. Mas, tenho uma quedinha especial por “Candongueiro”. Não estarei voltando pra Minas Gerais, e nem sei mesmo se vou para algum lugar. Se bem que, pelo que andei aprontando, o inferno seria uma dádiva.
Nem quero explicar muito. Como bom fã da Mariah que sou fui, não poderia faltar sua voz de passarinho no meu velório. Mas, não quero nenhuma borboleta enfeitando meu caixão, que fiquem todos avisados.
Sim, quando eu morrer, não haverá mais esperanças, glórias ou um final feliz. As flores murcharão, a Regina Duarte sentirá mais medo ainda, os extraterrestres católicos invadirão, Jesus voltará e a humanidade se ferrará.
Eu finjo que sou cult. Todos acham que sou intelectual. Ando pelas ruas pensando que estou em Londres. Tomo vinho barato e tenho porre de uísque escocês. Nada mais digno, então, tocar Chico Buarque no meu velório. Vou morrer e todos se perguntarão: “O que será, que será?”; e eu vou responder: “Te vira!”.
Foi assim que passei minha vida: Como uma deusa; entre o amor e o poder; e repleto de coisas cafonas!
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.