Camaleoa: Aguilera foi cachorra em 2002 e diva em 2006Está oficialmente aberta a (nova) temporada de retorno de Christina Aguilera! Quem é fã da moça já passou por essa sensação outras vezes. Primeiro em 2002, quando ela adotou um visual “potranca” para “Stripped”. Depois, em 2006, vimos a mesma história acontecer para a divulgação de “Back To Basics”, que trouxe uma Christina Aguilera repaginada no visual “diva anos cinquenta”.
Em 2008 ela lançou uma coletânea, duas novas músicas e um visual novo também. Mas não deu para dar muita bola, porque não tinha nada de muito novo, e na verdade, vamos convir que ela estava igual a Lady Gaga.
Ontem, no “Hope For Haiti Now” – um show realizado com grandes nomes da música mundial para arrecadar doações ao Haiti – ela apresentou uma canção inédita que estará no disco “Bionic”, a ser lançado em março. Para o novo álbum, Christina também mudou o visual e falou sobre uma renovação de seu estilo musical, como é de costume.
Eu tinha muito expectativa por essa apresentação, e pelo que parece, é o que estou esperando há bastante tempo. Porém, “Lift Me Up” (vídeo abaixo), a faixa apresentada, não tem nada de novo. É uma música simples, mas que não deixa de ser linda.
Poderia chamar de uma Christina Aguilera pura, sem tema, sem década de referência e sem um estilo inédito. E isso soou ideal para mim. É a primeira vez que a vejo sem querer “trying to hard”, sabe? Não que ela não segure as mudanças, ela segura tudo! Eu acho que ela pode fazer o que quiser, porque sempre faz bem. Mas eu, como fã absoluta, apoio tudo, adoro tudo… Mas no final, sempre me apaixono por ela menos montada e temática.
Quando vi as fotos para a revista Marie Claire de fevereiro, fiquei ansiosa pra ver no que essa pessoa ia dar musicalmente. Mas confesso que bateu uma certa preguiça de pensar em mais uma temporada de retorno de Christina Aguilera, e tudo de novo. Porém, depois de ontem, acho que agora será algo mais leve. Teremos sua voz incrível, uma penca de músicas boas, apresentações inesquecíveis e batom vermelho de vez em quando, por que senão não seria a Christina Aguilera, não é?
Enquanto esperamos no que vai dar “Bionic”, fique com um exemplo de como ela é impecável sendo simples:
Tem como não amar?
Não adianta, final de ano é sempre a mesma coisa: É família reunida, retrospectivas e previsões. Sobre a família, cada um tem a sua e sabe o peso da sua tia gorda barraqueira ou daquele primo chato que se acha o máximo. Retrospectivas têm das mais variadas, pode ser uma lista com os discos mais bacanas ou um mashup das músicas ou filmes de maior sucesso do ano.
Já as previsões são um tiquinho mais complicadas, afinal, duma hora pra outra o barco pode virar. Ainda mais no aloprado mundo Pop. Mas fazer previsões não é problema nenhum, e pode até ser divertido. Pois bem, chega de enrolação e vamos a minha aposta na música Pop: a cantora norte-americana Ke$ha.
Ke$ha, que de boba não tem nada, gosta mesmo é de dinheiro. Culpa da Paris HiltonHá um ano conheci ela, que por sinal é a atual recordista de downloads numa única semana em sua estreia com 610 mil downloads de um single que no começo deste ano nem nome tinha. “Dolla”… “P Diddy”? E mais tarde, troquem todas as tags, é oficial: a música se chama “TiK ToK”.
Ke$ha Sebert tem 22 anos e nasceu em Los Angeles. Sua vida começou a mudar aos 17 anos quando a família morava em Nashville e participou do reality show “Simple Life”, estrelado por Paris Hilton e Nicole Richie. Ela foi descoberta por Max Martin (produtor de “…Baby One More Time”, da Britney) e Dr. Luke (“I Kissed a Girl”, “Since U Been Gone”), que a convenceram a voltar para Los Angeles e tentar carreira na música.
Desde então, Ke$ha já gravou e escreveu umas 200 músicas, além de colaborar com diversos artistas já renomados: Britney Spears, The Veronicas, Miley Cyrus. Ou seja, ela esteve aí 2009 inteiro e você não soube.
Por exemplo, é ela quem canta com o Flo Rida no hit “Right Round”. Mas como ela mesmo não ganhou muito dinheiro com a participação na música do Flo, decidiu incluir um $ em seu nome. Assim, se Lady Gaga buscava a fama no começo, aqui o intuito é fazer dinheiro logo de cara.
Diferente de tudo, Ke$ha é um mix de Madonna em início de carreira com Beastie Boys. É uma tentativa de sucesso de rap-pop feminino. Mas “Animal”, seu primeiro disco, que sai oficialmente agora no começo de janeiro, é mais pop. “Eu queria trazer ao público algo que lhes alegrassem”, diz a cantora munida dum estilo “garbage-chic”. A loira até filmada foi procurando seu figurino em um lixão da Alemanha.
Porém, a maior “polêmica” – até agora – é ela já ter chamado o Hugo no closet da Paris Hilton. Quando estava numa festa de comemoração do disco de estreia de Hilton, “Paris”, Ke$ha bebeu tanto, mas tanto que não conseguiu diferenciar o armário milionário da amiga socialite do banheiro. Vomitou lá mesmo [/cara de nojinho], foi expulsa da festa e elas deixaram de ser BFF.
Mas nem tudo fora tão ruim. Como boa artista que é, Ke$ha arregaçou as mangas e escreveu duas músicas sobre o assunto, uma delas é “Party At A Rich Dude’s House” (vídeo abaixo), que está em “Animal” e promete ser sucesso.
Agorinha mesmo, na última semana de 2009, o apoio de diversas pessoas que procuram algo novo e divertido na música Pop (ou talvez cansadas de Lady Gaga) fizeram com que Ke$ha atingisse o pico da Billboard. “TiK ToK” é a música mais ouvida e vendida nos Estados Unidos.
Alguém duvida que Ke$ha será a melhor cantora da última semana em 2010?

Eu já fui um comprador de CDs compulsivo. Do tipo que tinha discografias completas e dava mais valor ao CD produto do que o que ele continha de fato: música. Na época, a indústria fonográfica era bilionária, e mandava em meio mundo, com artistas deificados e uma multidão de fãs que não tinha problema nenhum em cometer as maiores loucuras para ver e ouvir seus ídolos.
Não vou entrar em detalhes, mas a internet varreu as bases de sustentação da indústria musical para baixo do tapete sem dó ou piedade. Muitos dizem que isso representou a morte dos artistas, mas essa claramente é a típica visão de quem tá com os bolsos cada vez mais vazios, como é o caso da Sony BMG e Warner, por exemplo.
O fato é que uma geração antes da atual, só se conhecia música de uma maneira: rádios. Os mais “antenados” (sim, antenados não nasceram ontem) iam a festivais e compravam publicações musicais, mas não passava disso. Em essência, isso significa que toda e qualquer informação que se recebia de música estava sujeita a opinião de alguém, ou a acordos comerciais (não me entendam mal, sou fã de revistas de música, como a Rolling Stone e rádios são ótimas formas de matar o tédio, mas não se deve ficar limitado a isso). Continue Lendo…
Cena do clássico “Poderoso Chefão”Alguém por favor me diga o que aconteceu com Hollywood. Refilmagens atrás de refilmagens e continuações esdrúxulas, sem qualidade alguma, suportadas apenas pelas franquias milionárias. Sem contar que há muito tempo não temos um grande filme, daquele que faça você ficar torcendo no Oscar como em final de campeonato. Dá licença, mas eu quero o meu “Poderoso Chefão”, quero o meu “Guerra nas Estrelas”.
Apesar de ser totalmente prolixo em meus textos, vou tentar ir direto ao ponto. “O Senhor dos Anéis” foi o último grande filme que Hollywood produziu, foi o último filme que virou Cultura Pop, foi o último filme que nós torcemos no Oscar. Eu digo filme considerando a triologia inteira. E antes de “O Senhor dos Anéis” tivemos “Matrix” – esse aí só o primeiro – tirando isso, na última década não me lembro de outra revolução no cinema. Não, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” não foi um filme revolucionário, foi uma atuação revolucionária.
Também não estou falando que não tivemos bons filmes. Tivemos, mas nada revolucionário. Lembre comigo das franquias desenterradas e as inúmeras novas baseadas em livros e nos super-heróis. Aliás, eu acho que em até uns dez anos eles conseguem fazer filmes com a “Liga da Justiça” inteira – e eu estou falando da “Sem Limites”. Continue Lendo…
Ultimamente tenho pensado muito numa maldita frase que Voltaire um dia resolveu profetizar, e que é algo mais ou menos assim:
“Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las.”
Daí em diante, um monte de gente começou a levar ao pé-da-letra e saiu aos quatro ventos falando que devemos respeitar a maneira de fulano pensar e externar suas ideias, que isso é importante pra democracia e que faz o mundo mais belo e justo.
Sem querer causar alguma polêmica, mas… Isso pra mim é uma balela das grandes.
Olha só, não sou o tipo que defende ditaduras e ache que o mundo tem que ser formado apenas por uma etnia. Muito pelo contrário, quanto mais plural, mais justa será a sociedade. Só que ao contrário de um monte de ignorante com quem tenho convívio forçado diariamente, eu tenho o mínimo de discernimento.
A sociedade vive em constante mudança, e isso é fato indiscutível quer os entusiastas da Idade Média gostem ou não. Coisas que há 20 anos eram impensáveis, hoje já é normal. E muita gente não consegue compreender (seja por preguiça ou burrice mesmo) que ninguém é obrigado e estar em regras sociais ridículas para estar feliz.
E nisso que entra a minha implicância com os evangélicos e católicos ortodoxos, por exemplo. Imaginemos três situações hipotéticas:
Situação 01: Maria de Jesus esbraveja que homossexuais são amorais e não podem ter nenhum direito civil assegurado pelo Estado. Segundo Maria, é porque Deus não gosta.
Situação 02: Branquelo Azedo idolatra um tal de Hitler, acha seus ideais importantes e por isso ele pega um judeu qualquer que viu na rua e o espanca até a morte.
Situação 03: Filho da Puta tem 19 anos, mora num bairro de classe média e num domingo tedioso taca fogo num morador de rua. Ele diz que queria se divertir com a galera.
São três situações que vemos na imprensa vez ou outra. E que, infelizmente, coloca a dignidade física e moral de pessoas em risco. Por quê? Porque num belo dia, um babaca falou que temos que respeitar o direito das pessoas terem sua própria consciência.
Aqui no Brasil parece que a situação se complica mais, já que possuímos a péssima premissa de achar que algumas coisas não de discutem. Daí vem um ou outro que fala o contrário e logo já é taxado de extremista. Vão por mim, sou chamado de extremista várias vezes por semana.
Sou extremista por ter plena convicção que não devemos tirar de grupos sociais minoritários o direito à vida, à dignidade e ao bem estar? Se isso for extremista, sou extremista confesso.
Por mim, os cristãos rezem pra quem eles querem que esteja pregado numa cruz. Mas não me venham falar que eu sou amoral por não acreditar em nenhuma palavra que tá escrita num livro velho e ultrapassado. E que eles fiquem quietinhos na deles e permitam que os homossexuais tenham direitos civis.
Sobre os neonazistas? Pois é, camaradas. Mesmo sendo crime (com razão) idolatrar tal ideologia assassina, uma penca acha lindo isso da mesma forma que filhinhos de papai acham divertido espancar prostitutas, travestis e negros pobres.
A igualdade só é garantida quando existe respeito aos desiguais. E se respeitar os que mais sofrem é ser politicamente correto, sejamos para assim garantirmos que crimes hediondos contra a humanidade não se repitam jamais.
André Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.
Eduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.
Fabiana Lovati é estudande de Publicidade e trabalha com mídias sociais. Viciada em internet, música, cultura pop, assuntos aleatórios e pizza. Também bomba no Twitter e escreve no blog “Achei Tendência”.
Luccas Belfort considera o Twitter amigo do peito. Estuda Design Digital, mas insiste em querer ser alguém na blogosfera. Sua vida se resume a Britney Spears, década de 90 e cerveja.