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Memoirs Of An Imperfect Angel; Mariah Carey

22/09/0936
  • Memoirs Of An Imperfect Angel; Mariah Carey
    1. Nota: 5,0
    2. Selo: Universal Music
    3. Ano: 2009
    4. Gênero: R&B

Ao escutar “Memoirs Of An Imperfect Angel”, o novo disco de Mariah Carey, fiquei contente com o material disponível. Sou fã da moça, não adianta eu dizer que não e fazer piadas com seu jeito lesado. Conheço seus discos e sei cantar suas músicas. Mas, tentando buscar uma imparcialidade, apresento minha opinião sobre “Memoirs”.

Qualquer um que inteire-se o mínimo sobre o mercado musical norte-americano tem que concordar com três fatos: 1) Mariah Carey é ícone. 2) Mariah Carey é uma cantora que marcou época. 3) Mariah Carey fez história no mainstream.

Gostando ou não de seus berros, firulas e charminhos, é inegável que ela tem uma discografia respeitável. Foi santa, devassa ou louca ao longo de dezenove anos. E a fase mais produtiva de sua carreira, tanto em qualidade e criatividade, durou até 1997. Ela sabe disso, e sendo assim buscou retomar de onde parou.

Neste disco ela está – definitivamente – de volta à velha forma. Mariah Carey, a mulher da voz potente e das baladas glicosadas que inundaram rádios mundo afora, concebeu um álbum emotivo. Esqueça tudo lançado de 1998 até ontem, qualquer comentário positivo sobre seus últimos trabalhos pode ser facilmente apagado. Nenhum arco-íris, purpurina, bijuteria, emancipação ou fórmula chega aos pés do que é apresentado aqui.

Mariah Carey

“Memoirs” se porta como a última parte de uma trilogia iniciada em 1995 com o disco “Daydream” e continuada em “Butterfly”, de 1997. No primeiro ela mostrou a angústia, no segundo exaltou a liberdade, e agora – passado pouco mais de uma década – expõe sua trajetória de forma madura e ajuizada. Carey refletiu usando sua música como instrumento e carreira como metáfora, assim como fizera nas duas vezes anteriores.

Todas as faixas de “Memoirs” parecem retiradas de um diário, criam um jogo que começa com uma apresentação formal em “Betcha Gon Know”, parte para um acerto de contas com desafetos em “Obsessed” e expurga quaisquer traumas do passado em “H.A.T.E.U.”. Depois vêm algumas reflexões, anotações, rabiscos e adesivos.

Nas três últimas faixas, ela volta à coesão falando de seu tema preferido, a dor de cotovelo. A voz encorpada em “The Impossible”, “Angels Cry” e (no belíssimo cover) “I Want To Know What Love Is” apresenta três formas para o amor. Seja intangível, sofrido ou esperançoso, é o amor sem afetações ou excessos. São possibilidades na visão duma mulher de quarenta anos, e não duma adolescente frustrada ou retardada que muitas vezes ela fez questão de aparentar.

As vivências agora ganharam sustância. “Daydream” tangenciou-se em preto e branco, “Butterfly” pintou-se em sépia, “Imperfect Angel” reluz-se em cores. Mariah Carey pode se ver como um anjo imperfeito, mas lançou um disco ao contrário da concepção do título. Ela, enfim, aceitou a maturidade.

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I Look To You; Whitney Houston

07/09/096
  • I Look To You; Whitney Houston
    1. Nota: 3,5
    2. Selo: Arista
    3. Ano: 2009
    4. Gênero: R&B

Sem questionamentos, Whitney Houston é um ícone musical. Durante sua carreira, lançou faixas que entraram para a galeria do imaginário coletivo. Porém, nem tudo ia bem em sua vida, o que diretamente refletiu na carreira. Do trono de diva ao ostracismo das drogas. E agora, após anos na luta contra a dependência, Houston enfim volta.

“I Look To You” foi esperado com ansiedade, e não apenas por fãs. Qualquer um que já se emocionara e viu o estado em que a estrela desfilava em sua má fase, tinha uma pontinha de desejo em ver uma Whitney mais estável.

E aqui podemos avaliar tal retorno. De um lado uma cantora saudável, do outro um disco morno. Não que “I Look To You” seja ruim, mesmo fracassando em sua missão consegue colocar qualquer trabalho de muitas da nova safra do R&B no bolso.

O disco abre com a vibrante “Million Dollar Bill”, produzida por Alicia Keys, e ao lado de “For The Lovers” e “Salute” figura como uma faixa marcante e pronta para (com alguns remixes) incendiar pistas planeta afora. Nas baladas, “Call You Tonight” e “I Look You” evocam – mesmo que discretamente – a Whitney do passado.

Num panorama geral, parece que Houston pouco se mexeu em “I Look To You”. Assim como a foto da capa, ouvimos uma diva forçada e com pouca emoção. Não que seja culpa da própria, ela ficou anos em hiato e agora tenta se reafirmar num mercado diferente daquele que a consagrou.

Morno ou não, “I Look To You” por si só já é uma dádiva e um presente para o R&B. Whitney não retornou de vez, mas já mandou o aviso.

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Aaliyah tinha que morrer?

25/08/0910

Há 8 anos a cantora e atriz norte-americana Aaliyah falecia num acidente de avião. Com apenas três discos lançados, ela era promessa no que hoje é o saturado mercado de cantoras de R&B.

foto: Divulgação/ReproduçãoAaliyahAaliyah morreu um mês após lançar seu melhor disco

Negra, esbelta, sensual e de múltiplos talentos, Aaliyah era apontada no início da década como expoente, tanto no cinema quanto na música. Na sétima arte, protagonizou dois filmes conhecidos – “Romeu Tem Que Morrer” e “A Rainha dos Condenados” – além de um contrato assinado para estrelar as duas últimas partes de “Matrix”.

Na música, a moça que se criou em Detroit, lançou aos 15 anos seu primeiro trabalho, porém de sucesso morno. O reconhecimento veio em seu terceiro – e infelizmente último – disco, o esperado “Aaliyah”. Com o toque de midas de Timbaland, antes de ele se tornar essa figurinha repetida que é hoje, “Aaliyah” é repleto de boas faixas, além da bônus “Try Again” (tema do filme “Romeu Tem Que Morrer”).

Assim que finalizou a gravação do vídeo de “Rock The Boat” nas Bahamas, o avião que a levava de volta aos Estados Unidos caiu, e assim interrompeu de forma brusca uma carreira que tinha de tudo para ser grandiosa. Aaliyah faleceu no auge da juventude, mas deixou como herança sua voz doce e marcante.

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O Essencial de Mariah

24/04/0919

Okay, eu confesso: Eu sou fã da Mariah Carey. Sei que sempre dou umas cutucadas nela aqui no blog, mas é tudo com amor. Durante alguns anos, a Rainha da Cafonice foi presença constante na minha vida, e acho que por isso me sinto no direito de fazer algumas piadinhas – algumas até de mal gosto, confesso.

foto: DivulgaçãoMariah CareySim, é a Mariah Carey. Só que há 14 anos…

De toda a sua discografia, destaco duas obras como sine qua non. “Daydream”, de 1995 (já falei dele aqui) e “Butterfly”, lançado dois anos depois. São trabalhos bacanas, bem feitos e profundos. Ao contrário do que a maioria está acostumado a ver na Mariah Carey hoje, ambos são mais R&B e adultos.

Em dezembro do ano passado falei um pouco sobre “Merry Christmas”, o disco natalino da Mariah Carey

Acho que o meu maior apreço por tais discos está em eles terem me ajudado muito na época que tive depressão (profunda) e precisava de algumas músicas para me fazerem refletir sobre a vida. Enquanto “Daydream” é mais angustiante, “Butterfly” soa mais libertador. Dois pesos e duas medidas, mas que andam lado a lado. Continue Lendo…

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25 em 1

02/01/093

Olha que bacana: Um tal de DJ Earworm pegou 25 das músicas que fizeram mais sucesso na Billboard em 2008, juntou tudo num remix e soltou na rede. Também tem como baixar, daí você dá aquela animada na sua festa.

Nesse saladão de hits tem a cafona Mariah Carey, a chata Leona Lewis, a gaga Rihanna-na-na, a religiosa Madonna, a esquecida P!nk, o blasé Coldplay, o pirralho Chris Brown e mais um monte.

Porém, faltou a Beyoncé! Por que será?

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André PachecoAndré Pacheco cursa Jornalismo e trabalha como webdesigner, adora cultura pop, novidades e leitura. Viciado no Twitter, gosta de música e também escreve no “Eu Quero Saber”.

Eduardo NascimentoEduardo Nascimento estuda Jornalismo. Gosta de cinema e música em excesso, porém é um pseudo-escritor-frustrado. Acredita em signos, já que só se fode por ser geminiano. Vez ou outra bate cartão no Twitter e no seu blog “Chelsea Boulevard”.

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