

No final da década de 1990 a música Pop voltava a se firmar nos Estados Unidos. Eram tempos de Backstreet Boys, N*Sync e outros enlatados do tipo. Mas, faltava uma figura feminina com o mesmo carisma e poder de venda pra equilibrar as coisas. Foi aí que surgiu Britney Spears, uma linda e ingênua garotinha que saíra da Louisiana em busca de realizar o american dream.
Se hoje ela amarga o descontrole que se apossou de sua vida pessoal, naquela época, ela apenas era uma adolescente repleta de sonhos, maquiadores, produtores e empresários especialistas em transformar pessoas comuns em celebridades requisitadas e formadoras de opinião – mesmo que fossem opiniões não muito cultas ou relevantes.
Britney já era conhecida do grande público quando lançou “…Baby One More Time”, em janeiro de 1999. Alguns anos antes, ela participou do programa “Clube do Mickey Mouse” ao lado de outras celebridades que se lançavam no mesmo período. Com muito alarde, Spears se tornou uma das cantoras mais comentadas e vendidas da época.
A faixa título tem refrão chiclete – como todas as outras – e batida simples, porém, contagiante. Sabe aquele Pop que é modesto, mas que tem tudo no lugar certo? Essa é a melhor definição, e, talvez a única concreta. Britney não tem a voz digna de Christina Aguilera – que na época eram exaustivamente comparadas uma à outra - mas, soube usar perfeitamente os outros dons que Deus lhe deu.
“(You Drive Me) Crazy” quase peca pelo tédio, mas, no momento certo, acaba e abre caminho pra “Sometimes”, baladinha mela-cueca e que pede ao menos alguns passinhos de dança, nem que sejam dois pra lá, dois pra cá. “Soda Pop”, a quarta faixa, se mostra uma das maiores pérolas do disco com seu frenético Reggae mercadológico; e, ao lado de “I Will Be There” e “Thinkin’ About You”, se firmam num Pop benevolente aos ouvidos.
“From The Bottom Of My Broken Heart”, com seu violão acústico e ritmo calmo, serve perfeitamente pra qualquer trilha-sonora de fim de romance adolescente. E olha que ela nem precisou de (muitos) truques tecnológicos pra ter uma voz cativante e, às vezes, até potente. “Born To Make You Happy”, a quinta música, quase trilha o mesmo caminho, porém, recaí mais em batidas dos anos oitenta e sintetiza mais uma Britney na tênue linha entre o familiar e o mundano.
Porém, a maior surpresa, e possivelmente a mais tentadora, é a última faixa, cover da lendária Cher. “The Beat Goes On” perdeu a batida original focada no Country/Progressivo, e ficou mais encantadora beirando à Bossa-Nova num eletrônico mais europeu; um possível aviso de que Britney almejava ser a nova Madonna – na mesma época, a rainha do pop divulgava o trabalho “Ray Of Light” e abrira caminho pra este tipo de mistura. Mas, como a história provou, Britney Spears ficou longe de ter o mesmo controle artístico e emocional de Madonna, e por que não, também de Cher. O melhor que fez em dez anos foi “…Baby One More Time”.
Leia Também: 101 Discos, Britney Spears, Pop ComentáriosBaby one more time foi um dos melhores albuns surgidos no final dos anos 90!
Sem contar que ainda nessa época, Britney provava que poderia cantar. A faixa 12 The Beat Goes On, comprova isso!
Quem não se lrecorda daquela meniniha vestida de colegial dançando no colégio?
Saudades dessa época! Britney deixou de ser cantora para transformar-se em uma performer! (seguindo os passos de Madonna). Nota 10 para esse album!!!!!!!