Travestis na Parada Gay de São Paulo. Foto: TerraE aconteceu hoje em São Paulo a 12ª Parada do Orgulho GLBT. Lindo, não? Nessas horas dá um orgulho de ser brasileiro e ver que somos um país que respeita diversidade, e melhor, a comunidade homossexual é politizada e suficiente organizada em todos os seus aspectos, não é verdade? Mentira!
Mesmo a organização do evento tendo afirmado em primeiro momento (no chutometro mesmo) um público de 5 milhões pessoas, o Brasil continua sendo a nação com maior número de assassinatos de homossexuais, ficando atrás do México e dos Estados Unidos. Em 2007, foram registrados 122 assassinatos motivados pela intolerância, o que dá um a cada três dias e representou um crescimento de 30% em relação ao ano anterior.
Sem contar outras questões, essas no âmbito político: Até hoje o projeto de lei nº122, que criminaliza a homofobia, não foi aprovado por pressões de grupos conservadores ligados à Igreja Católica e seitas evangélicas; e a transformação do evento - que deveria ser muito mais uma manifestação política que um carnaval rosa fora de época - em um mercado que movimenta milhões a cada edição.
Prova cabal da mercantilização da Parada de São Paulo foi a presença do prefeito Gilberto Kassab na abertura do evento nesta manhã; Kassab é do partido político Democratas, conhecido por ir contra a comunidade gay e outras reformas sociais importantes para o país. Ele falou basicamente da importância financeira que o evento pode trazer à cidade de São Paulo.
A banalização do homossexual durante a parada é outra questão preocupante. Todos os esteriótipos negativos são legitimados. A promiscuidade, elitismo, consumo de drogas e alcoolismo, sem contar a feminilização do gay. Fica claro, também, que existe um pensamento apolítico na maioria dos manifestantes que ocuparam a Avenida Paulista.
É paradoxal, para não dizer irônico, que o Brasil tenha a maior parada gay do mundo e nenhuma lei concreta que prive e proteja os gays da homofobia. Falta de vontade do governo federal atual não é, pois o próprio, através de duas estatais, patrocinou a parada paulistana, e desde de 2006 lançou o projeto “Brasil Contra a Homofobia”. O problema também não está somente na ala conservadora do Congresso.
A culpa de tanta homofobia é da maioria dos gays brasileiros, que não enxergam a parada como um momento de reflexão e poder político, mas a vêem apenas como uma festa colorida e sexual.
Comportamento, Gays, Homofobia, Parada Gay, Política, Sociedade
Mas os gays são gays por causa do sexo, se não tivessem sexo não existiriam gays.
Como diz Magno Malta, só não se pode criar uma casta privilegiada. Todos merecem respeito, mas ninguém pode estar acima dos outros. Jà chega os indígenas terem autonomia pra irem contra as leis.
Tenho dito!