A capa da Veja desta semana (edição 2062; 28 de maio de 2008), assim como a maioria, mostrou o quão reacionária é a linha editorial da publicação. Com a chamada “O que nos empurra para a civilização e o que nos atrasa”, mais uma vez ela tomou as dores de seu público, que esquece de valores nacionais e da nossa formação histórica.
Antes de mais nada, o que seria civilização? O que seria atraso? O Brasil é um país que foi colonizado de forma exploratória, passou por uma ditadura militar vergonhosa, não teve nenhuma revolução social que surtisse efeito; sem contar a escravidão, a péssima distribuição de renda, corrupção desenfreada e uma classe média burra e metida a européia.
Não, nem me dei ao trabalho de ler a matéria. Mas, garanto, que em Primeiro Mundo estão o agronegócio, privatizações, alguma mulher brasileira mundialmente famosa (de descendência européia, preferencialmente), qualquer super-mega-novela da Globo. Em terceiro mundo? Os movimentos sociais, programas de distribuição de renda, políticas de inclusão racial; enfim, qualquer coisa que realmente colocaria o Brasil no tão sonhado Primeiro Mundo Civilizado.
Não é à toa que a circulação da Veja caiu, enquanto cresceram a da Istoé e da Época (que quase dobrou). Mas, mesmo assim, é assustador pensar que ela continua sendo a revista semanal de maior circulação no país. Está afim de saber um pouco mais da historinha dessa publicação? Aqui e aqui!
Leia Também: Classe média, Época, IstoÉ, Reacionário, Revistas, Veja ComentáriosCara, a Veja é triste, às vezes eles publicam alguma coisa que presta, mas na maioria das vezes é uma imprensa das mais marrons. Eu, particularmente, acho a Carta Capital a melhor revista dentre essas.
Cada 10 matérias publicadas pela Veja, 9 são péssimas. Esqueci de comentar da Carta Capital no post, mas eu também prefiro ela. Uma das melhores revistas semanais do Brasil. A Veja há muito deixou de ser uma publicação séria.