Como alguns sabem, eu tenho (algumas) posições políticas e sociais esquerdistas. Mas, eu não como criancinhas, essa tarefa eu deixo pra algum padre qualquer. E, no meu desespero para conhecer o inimigo, acabo me deparando com algumas coisas bem poéticas.
Um site que visito muito é o Mídia Sem Máscara. Segundo eles próprios, “é um website destinado a publicar as idéias e notícias que são sistematicamente escondidas, desprezadas ou distorcidas em virtude do viés esquerdista da grande mídia brasileira”. Ou seja, a Rede Globo, Veja e Folha de São Paulo (por exemplo) são de esquerda. Okay, e a Mariah Carey não é cafona, Madonna não ícone e Elvis não morreu.
Vários são os textos publicados lá, que às vezes me perco em tanta informação de qualidade. Tão alto é o nível, que eu deixei de sentir asco para me solidarizar com os problemas intelectuais de seus articulistas. Tipo, nem rir mais eu posso. Minha consciência pesa, parece que estou apontando para um deficiente na rua e fazendo chacota.
Um texto que me chamou muito a atenção é o “Onde estão os meus direitos?”, publicado hoje (06 de junho) por Samuel Vitalino. O cara é um exemplo a ser seguido, sério. Ele é tipo a boneca Barbie, tudo que você quer ser! Só que a Barbie parece ter mais neurônios.
Bem, chega de enrolação e vamos ao que importa. Fazendo um estudo aprofundado do conteúdo de sua coluna, pude durante meus dois minutos de análise definir três passos para falar baboseiras. Vamos a eles?
Pronto, se você seguir as dicas infalíveis do Samuca, você estará no caminho certo para ser um idiota. Uma pessoa pronta para ser um cidadão de bem, com uma família linda, uma casa bem decorada, passe livre na Daslu e Deus no coração! Ah, e não se esqueça de ser filiado aos Democratas, ter todos os lixos livros do Olavo de Carvalho na estante e escutar música clássica achando que é o supra-sumo de cultura popular.
São de pessoas assim, com o poder da palavra e consciência social, que o Brasil precisa. O progresso em sua melhor ordem. Capitalismo puro e maravilhoso!
Agora, voltarei a ler minha Caros Amigos, discutir Marx com meus amigos comunistas e tentar entender a questão agrária nacional. Tenho um mundo mais justo pra tentar construir.
Leia Também: Classe média, Comportamento, Crítica, Esquerda, Folha de São Paulo, Globo, Intolerância, Links, Mídia sem Máscara, Olavo de Carvalho, Racismo, Reacionário, Samuel Vitalino, Veja ComentáriosE tem muio pseudo-intelectual seguindo esses 3 lemas à risca…
Mas afinal de contas, quem come mais crianças, os padres ou os comunistas? huaahu
Muito boa a indicação do site!
abraço!
Interessante alguém desprezar as coisas boas e preferir Marx (sistema que trucidou mais de 100 milhões de pessoas só na China e na Rússia, antes de provocar pobreza geral nos paises onde foi implantado - veja que a China agora está mais captalista do que o Brasil). Certamente você acredita em tudo que Lula fala (”Eu nada sabia dos meus aloprados…”) ou a ministra Dilma (”É da minha pasta mas não fui eu, não fizemos dossiê”). Certamente você agora é amigo de Renan Calheiros, Jader Barbalho, Genoino. Certamente você dirá que o crime de Palocci não é crime ou não é importante. Certamente você não acredita que a FARC é uma organização terrorista financiada por governos socialistas (bolivarianos ou petistas).
O oue é mesmo ser IDIOTA????
Caro Gabriel,
Marx nunca foi um sistema, e qualquer pessoa com mais neurônios que uma boneca Barbie sabe perfeitamente que o sistema implantado na Rússia e na China nada tinham de socialistas.
Acreditar em Lula? Nos seus amigos? Ora, eu nem o citei em meu texto. E, se cita-se, não seria da maneira como você disse em seu comentário.
FARC? Eu falei deles? Não, não falei. E minha opinião sobre eles vai muito além de meramente “uma organização terrorista”. Não se deve analisar a história apenas pelas suas conseqüências. Isso, sim, é ser um idiota (também).
Obrigado pela visita ao meu blog, e pelo seu comentário.
A democracia se dá assim, no debate.
Um abraço!
Se o seu comentário FOSSE pertinente, eu lhe daria os parabéns por ter superado os alvos de suas críticas nos três passos. Você conseguiu isso de forma insuperável, pois o fez na demonstração de sua ESSÊNCIA. O que me admira é a forma como pessoas “tão intelectuais e livres” são capazes de rotular outras de Barbies, aliás, tenho impressão que você nutre algum tipo de complexo nessa área. Caso você não entenda bem um texto, peça para alguém que tenha um pouco mais de neuronios ajudá-lo. Assim, poderá emitir comentários mais inteligentes, apropriados, dignos dos intelectuais que tentaram desenvolver os ideais marxistas, não dessa forma arrogante, deselegante e desconstituída de profundidade.
André Pacheco, hoje (sem querer ser clchê, já sendo) eu acho que podemos atacar e agredir quem quer que seja, Lula, Dilma, etc, implicitamente. Tudo por debaixo dos panos pode, mas assim na cara BARBIE!! Noossa, achei também um absurdo. Porque você não encobriu a expressão por uma de menos teor ofensivo? Acostume-se.
Acho que nos colocarmos na posição de ataque é fácil, vamos apontar os nossos dedinhos, mas, por favor, não os apontem para nós. Se o fizerem, os coloquem com carinhas e expressões de felicidade nos desenhos. Pelo menos assim, fica mais fácil digerir.
Eu não entendo pq essa questão Lula debatida aqui neste post. Não falei dele e de sua política. Falei de um cara de extrema direita que escreve uma tonelada de coisas desprezíveis. Apenas isso.
Sobre a Barbie, eu apenas quis fazer uma ligação entre um marco do capitalismo e da construção da família de acordo com as propostas conservadoras.
Eu entendi perfeitamente o texto publicado no MSM, e justamente por isso, fiz meu comentário aqui neste blog, que por sinal é meu. Meu espaço pra debater aquilo que gosto e desgosto.E para discutir com as pessoas que estejam abertas ao diálogo.
Talvez eu tenha entendido errado a proposta do Samuel Vitalino em seu texto. Ou, talvez, algumas pessoas pensem tão centrados em algo démodé, que eu posso estar errado.
Não culpo quem não consegue entender um texto, ler nas entrelinhas ou saber onde está ou não uma ironia.
Agora vou é brincar de Barbie. Essa coisa de tentar construir um mundo melhor é ridícula mesmo.