

Muito se percebe a queda na qualidade da música brasileira. O nosso Pop foi perdendo o brilho no decorrer da década de noventa. Mas, escutar algum artista nacional de bom nível faz a esperança voltar e os ouvidos perceberem que muita coisa boa ainda é produzida e jogada no mercado.
O músico carioca Jay Vaquer é um dos que figuram como salvadores da pátria. Com quatro discos lançados, Jay é filho de peixes e respira música desde criança, o que explica o seu domínio para compor e produzir canções que vão além de meras notas perdidas em letras bizarras. Ele é filho da cantora paraense Jane Duboc e do guitarrista estadunidense Jay Anthony, que já foi parceiro de Raul Seixas.
O terceiro disco do rapaz, “Você Não Me Conhece” (lançado pela EMI em 2005), desponta como um dos grandes trabalhos do Pop Rock nacional contemporâneo. Ao todo, são onze faixas repletas de instrumentais bem colocados; vocais que alternam entre notas rígidas e falsetes controlados; e letras voltadas para críticas sociais.
“Cotidiano de Um Casal Feliz”, a segunda música, narra o dia de uma perfeita família de classe média urbana; uma relação vazia, sem cultura, consumidora de drogas, tratamentos psiquiátricos, travestis e uma infinidade de coisas que ficam debaixo do tapete. Já “Mondo Muderno” usa da ironia para caracterizar a maneira caótica como se dão as relações humanas atualmente.
A faixa-título, “Você Não Me Conhece”, pode parecer muitas coisas; críticas à religião e seu moralismo coexistem numa composição nada sutil. Enquanto a última canção, “Paredes”, tem elementos depressivos e às vezes desconexos; o romantismo fica bem representado nas influências latinas de “Toda Distância”.
“Você Não Me Conhece” é uma metáfora, e também um instigante convite para desvendar um trabalho paradoxalmente bem encorpado e cru. Jay Vaquer não é conhecido do grande público, o que lhe dá mais liberdade artística e intelectual. Ele pode até ter certo ar cult e blasé; mas se inspira em elementos Pop para fazer seu som.
Escutar qualquer um dos discos de Vaquer é, certamente, uma boa experiência. Muito talento para a pouca idade, deixando claro que a maturidade não foi uma qualidade que ficara nas nostalgias do passado. Jay provou que se pode, sim, fazer boa música nos vazios tempos atuais.
Leia Também: 101 Discos, Jay Vaquer, Pop, Rock ComentáriosSei lá, acho que falta versatilidade nele… é sempre aquele mesmo tom tristinho, meio forçado. Muito Bom, mas um pouco repetitivo…
Jay Vaquer é um cara com personalidade! Nunca vai fazer sucesso nas terras tupiniquins…. fala a verdade demais!
fazia muito yempo que eu nao via um bom artista surgir.
Jay vaquer veio pra salvar aqualidade da musica brasileira!
gostaria de saber como baixo musicas gratis desse aartista incrivel.