Ray Of Light; Madonna

1 Discos Resenhas 18/05/2008André Pacheco

  • Selo: Warner Music
  • Ano: 1998
  • Gênero: Pop

Ela já tinha feito de tudo. Rodou em meio a cruzes pegando fogo. Fez um livro que fora proibido. Imitou a Marilyn Monroe. Brigou com uma lista interminável de celebridades. Apanhou do ex-marido. Achou que era Evita. Lutou para derrubar guetos. Cantou Pop, pincelou no R&B, mexeu os quadris no Funk. Mas, para Madonna, faltava alguma coisa, e não apenas no âmbito profissional.

Após confirmar a gravidez de sua primeira filha, parecia que um lado nunca mostrado da maior estrela Pop começou a aflorar. Uma série de dúvidas existenciais palpitavam em sua cabeça. Eram a maturidade e a maternidade. A incansável busca de explicações para o que ela antes não gastara muito seu latim. Ela precisava de um pouco de luz para desvendar os parâmetros de seus pensamentos.

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(What’s The Story) Morning Glory?; Oasis

1 Discos Resenhas 15/05/2008André Pacheco

  • Selo: Epic
  • Ano: 1995
  • Gênero: Rock

“(What’s The Story) Morning Glory?”, segundo disco do Oasis, segue uma proposta diferente de “Definitely Maybe”, lançado um ano antes. O trabalho firmou-se como o auge do Britpop e transformou, de uma vez por todas, os garotos vindos de Manchester em os novos ícones da música britânica, ficando atrás dos Beatles.

Mas se engana quem pense que o Oasis ganhou notoriedade apenas pela musicalidade. As constantes brigas entre os irmãos Liam e Noel Gallagher e as alfinetadas com o Blur (outra banda inglesa que se destacava na época) contribuíram bastante para a exacerbada exposição dada à banda com esse segundo trabalho.

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…Baby One More Time; Britney Spears

1 Discos Resenhas 12/05/2008André Pacheco

  • Selo: Virgin-Jive
  • Ano: 1999
  • Gênero: Pop

No final da década de 1990 a música Pop voltava a se firmar nos Estados Unidos. Eram tempos de Backstreet Boys, N*Sync e outros enlatados do tipo. Mas, faltava uma figura feminina com o mesmo carisma e poder de venda pra equilibrar as coisas. Foi aí que surgiu Britney Spears, uma linda e ingênua garotinha que saíra da Louisiana em busca de realizar o american dream.

Se hoje ela amarga o descontrole que se apossou de sua vida pessoal, naquela época, ela apenas era uma adolescente repleta de sonhos, maquiadores, produtores e empresários especialistas em transformar pessoas comuns em celebridades requisitadas e formadoras de opinião – mesmo que fossem opiniões não muito cultas ou relevantes.

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Stripped; Christina Aguilera

1 Discos Resenhas 11/05/2008André Pacheco

  • Selo: RCA-BMG
  • Ano: 2002
  • Gênero: Pop

Ela era uma das lolitas mais comentadas nos Estados Unidos no final da década de 1990, servia ao público com músicas Pop glicosadas e tinha a “função” original de ser um modelo de comportamento. Mas, definitivamente, esses dois últimos predicados não eram a verdadeira Christina Aguilera.

Depois de um disco debute bem-sucedido, o estrondoso sucesso na releitura de “Lady Marmelade” – para o longa e musical “Moulin Rouge” – e extensas (e até cansativas) comparações à Britney Spears, Aguilera entrou em um momento íntimo, compôs suas próprias canções, definiu qual a linha musical que adotaria, refez sua imagem e desnudou-se completamente em “Stripped”.

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Guerreira, Clara Nunes

1 Discos Resenhas 10/05/2008André Pacheco

  • Selo: EMI-Odeon
  • Ano: 1978
  • Gênero: Samba

Quando Clara Nunes morreu, em 1983, parte da música brasileira foi enterrada junta. Com uma voz forte, carisma único e olhar de mãe, a mineira mais sambista da história deixou obras antológicas que desnudaram a essência mais pura do Samba. Mesmo sendo apenas intérprete, ela transformou composições de, por exemplo, Caetano Veloso e Dorival Caymmi em obras tão pessoais que parecem ter aberto canal direto pra sua alma. Tanto é que, pouquíssimas cantoras chegaram ao mesmo nível performático e talentoso de Nunes.

O disco “Guerreira”, seu décimo segundo trabalho, lançado em 1978, firmou-se como obra de referência no Samba feito para as massas. Após lançar “Canto das Três Raças” dois anos antes, e ultrapassar a barreira de um milhão de cópias comercializadas num único trabalho, qualquer disco que viesse depois teria a difícil tarefa de ter a mesma, quiçá maior, aceitação do público.

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