Descartável Tipo Importação

1 Extras Matérias 29/09/2008André Pacheco

Você já parou para pensar no quê é legitimamente brasileiro? Não é praticamente impossível nos definir se deixarmos de lado a mediocridade do “país do futebol e do carnaval”? Para facilitar, então vamos focar numa coisa só. Que tal a música?

Que nós somos um povo musical, não há dúvida. Qualquer coisa que produza som já é o começo para uma banda. O brasileiro enxerga a música como um processo espontâneo e informal, não há a necessidade de mística alguma, a música está no nosso DNA.

E, da mesma forma, está no nosso sangue um pouco do português, do índio, do italiano, do espanhol, do libanês, do africano e por aí vai. Uma verdadeira miscelânea multicultural. Se isso é bom ou ruim, não são os méritos de agora. O foco está em termos a nossa música moldada por outras nações.

O Samba, por exemplo, teve parte importante formada nas culturas dos negros oriundos da África; e a tão elitizada Bossa Nova pode ser dita (de forma superficial) como o Samba reescrito com pitadas generosas do Jazz. Mas, e hoje? Como a coisa é feita? Como a Indústria Cultural se apropriou disso? Continue Lendo…

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1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer; Robert Dimery

0 Livros Resenhas 19/06/2008André Pacheco

  • Editora: Sextante
  • Ano: 2007
  • Gênero: Documentário/Música Popular

Possivelmente, nenhum ser humano seria capaz de escutar em toda sua vida um número tão grande de discos. Ou, se conseguisse o feito, não seria tão eclético. O aclamado escritor Robert Dimery parece que chegou a tal ponto, e compilou em mais de 900 páginas os mais importantes lançamentos discográficos dos últimos 50 anos. São artistas das mais variadas influências em discos que pincelam por todos os gêneros musicais da pós-modernidade.

Com a ajuda dos 90 críticos musicais mais importantes da mídia - e um empurrãozinho de um dos fundadores da revista Rolling Stone, Michael Lydon – Dimery pouco peca em “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”, e também não faz mais do mesmo. Além de uma referência para os amantes da música, o livro se comporta como um documento legítimo da história do mercado musical.

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