Não é só porque somos amigos e estou fazendo seu site oficial, que eu sou viciado em suas músicas. Tinha até um pouco de receio de divulgar a garota aqui no Vestiário, não queria misturar pessoal com profissional. Mas, nesse caso, mandei qualquer probabilidade pra longe e apresento a vocês: Ana Gori.
Natural de Belo Horizonte, Ana canta e compõem suas músicas. Mesmo contra a minha vontade, ela teima em usar a língua dos colonizadores yankees. Mas, como estamos lidando com música e as emoções que ela causa, pode ser até em mandarim que a coisa desce.
“One More Day”, seu primeiro compacto, fez relativo sucesso e começou a abrir as portas pra Ana na internet - o mais importante veículo de mídia da atualidade. Posso estar errado, mas ela vai causar frisson. A voz é doce, a musicalidade é interessante e o carisma repleto de personalidade.
Dentre as faixas que Ana me deu a oportunidade de escutar, eu destaco “Aquela Estrada (Aquela Canção)”. Digna de estar em alguma abertura da novela das oito. Bossa Nova legitimamente carioca, mas com um ar mineiro. Sabe, aquela linha que faz com que a música mineira tenha respaldo?
É a mesma sensação que tenho quando eu escuto Clara Nunes ou Milton Nascimento. Eles não cantam o que se pode chamar de Música Popular das Alterosas, pegam elementos de outros estados. Mas, têm uma magia própria. Pode ser o sotaque, o bucolismo a calma…
O seu primeiro disco, “1st Dream”, estará disponível em breve para download gratuito. Mas, enquanto o serviço completo não chega, escute a versão original de “Aquela Estrada (Aquela Canção)” e um remix muito legal feito por um DJ da Macedônia. E, se quiser saber mais sobre a Ana, a minha amiga Lara fez uma entrevista exclusiva há um tempinho.
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Não foi sem nenhum motivo que a Rolling Stone Brasil o elegeu como o melhor disco brasileiro de 2007, e que a crítica e o público o colocaram como um dos mais importantes Acústicos (MTv) já feitos. Nas 15 faixas disponíveis no CD – o DVD tem 21 – Paulinho da Viola reafirma sua posição magistral como representante fidedigno do Samba.
Ele não fez como vários artistas que seguem no mesmo projeto: simplesmente pegar os sucessos e os reciclar. Paulinho refez sua carreira em melodias aperfeiçoadas, densas e carismáticas; tudo envolto em muita calma e competência, suas marcas registradas. São quase cinqüenta anos de carreira, meio século servindo como referência para a MPB e sempre soando atual.
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Quando Clara Nunes morreu, em 1983, parte da música brasileira foi enterrada junta. Com uma voz forte, carisma único e olhar de mãe, a mineira mais sambista da história deixou obras antológicas que desnudaram a essência mais pura do Samba. Mesmo sendo apenas intérprete, ela transformou composições de, por exemplo, Caetano Veloso e Dorival Caymmi em obras tão pessoais que parecem ter aberto canal direto pra sua alma. Tanto é que, pouquíssimas cantoras chegaram ao mesmo nível performático e talentoso de Nunes.
O disco “Guerreira”, seu décimo segundo trabalho, lançado em 1978, firmou-se como obra de referência no Samba feito para as massas. Após lançar “Canto das Três Raças” dois anos antes, e ultrapassar a barreira de um milhão de cópias comercializadas num único trabalho, qualquer disco que viesse depois teria a difícil tarefa de ter a mesma, quiçá maior, aceitação do público.
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