Pode chorar, espernear e contar pra sua mãe. Você mora, sim, em um país racista! E muito mais do que imagina. Na verdade, se você acha que o Brasil não é racista, é porque (possivelmente) tem a pele clara. Mas, se fosse negro do cabelo crespo, já saberia desde cedo que isso é fato consumado, existente e vergonhoso.
Racismo não é nada mais que a dominação de um grupo social sobre outro, seja ela política, econômica ou ideológica. O conceito pode soar simplório, mas está envolto num emaranhado histórico que vai muito além da nossa geração. Para entender o porquê de sua existência, devemos voltar ao tempo. Muito ao tempo.
Andávamos perambulando por aí com dois intuitos: Alimentar e reproduzir. Éramos nômades. Vivíamos em tribos de poucas pessoas e todas provenientes de uma mesma linhagem. Com o tempo, as tribos foram se espalhando pelo mundo. As diferenças genéticas foram se tornando mais divergentes. Alguns ganharam a pele mais clara, outros ficaram mais baixos e alguns passaram a poder ingerir leite depois de adultos.
Todas as mudanças ocorridas foram resultados da adaptação. Cada canto do planeta tem sua própria característica, na Sibéria neva e no Saara faz um calor de matar. E o ser humano teve que se adequar a cada uma dessas características para manter a espécie viva.
3 Comentários Afropress, Ana Maria Dietrich, Comportamento, Dojival Vieira, Escravidão, Ismar Souza, Nazismo, Racismo, Sociedade Assine nosso RSS!Antes de qualquer coisa, dá uma olhada neste vídeo:
Viu? Não chega a causar asco? E, mesmo ele sendo dos Estados Unidos, seus resultados podem ser facilmente aplicados aqui no Brasil. Afinal, nós não podemos, em hipótese alguma, discutir o não-racismo na sociedade brasileira, porque ele existe.
O lance do vídeo acima é que ele se baseou numa pesquisa feita na década de 1940 com crianças negras estadunidenses. Realizado pelos psicólogos Kenneth e Mamie Clark, a pesquisa mostrou as percepções que as crianças negras (entre 3 e 7 anos) tinham delas mesmas.
É triste saber que existem padrões de beleza e comportamento, e mais depressivo ainda é ver que as pessoas que não se enquadram em tais padrões os legitimam. Não por que elas são burras, ou coisas do tipo, e sim, porque a sociedade as ensinou a ser assim.
Como cantou Mariah Carey, em 1990, “deve haver um caminho”. Eu sei que existe.
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