Há alguns dias eu postei um vídeo onde calouros do X-Factor (um programa britânico tão ridículo quanto seu similar estadunidense) cantarolavam a breguérrima “Hero”, de nossa musa inspiradora Mariah Carey.
Pois bem, recentemente lançaram um tal vídeo oficial da música. Eu poderia dizer que ele é mal-feito, editado às pressas e repleto de calouros que disputam quem quer aparecer mais nos berros. Mas não, vou me focar no aspecto político da coisa.
Durante o vídeo, são exibidas imagens - intercaladas com as caras e bocas dos pseudocantores já citados - de soldados britânicos que acabaram de voltar do Iraque. Chega até ser comovente as fotos de pais (loirinhos de olhos azuis) abraçando seus filhos (loirinhos de olhos azuis), chorando por voltarem duma guerra com o propósito de [ironia] defender a democracia e a paz entre os povos [/ironia].
Sim, eles são colocados como heróis. Heróis que acabaram de voltar de uma nação devastada por uma guerra que querem que você acredite ser contra o terrorismo. Heróis que mataram outros pais de família que não são loirinhos dos olhos azuis. Heróis que vêm aterrorizando toda uma população já devastada por anos de escárnio.
Mais um vídeo ridículo (de uma música já explorada em todas as situações possíveis e impossíveis) repleto da descarada propaganda genocida da política do Reino Unido em parceria com sua ex-colônia, e agora mandachuva, Estados Unidos da América.
Heróis para mim - e que deveriam ser exemplos para todos os povos oprimidos do planeta - são os iraquianos, afegões e palestinos. E eu digo isso sem medo de ser tachado de terrorista. Terrorista são esses falsos heróis mostrados nesse vídeo.
6 Comentários Calouros, Caridade, Conflitos, Duetos, Guerra, Iraque, Mariah Carey, Política, Terrorismo Assine nosso RSS!Hoje, 11 de setembro, se comemora sete anos do acontecimento que mudou para a sempre os rumos da Sociedade Ocidental. Numa bela manhã, dois aviões se chocam com as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e outro bate num dos lados do Pentágono, em Washington; além de um que fora derrubado antes de conseguir explodir a Casa Branca.
Depois disso, uma série de mancadas do governo estadunidense espalhou o pânico e aumentou a bipolarização do mundo. De um lado, os ocidentais regidos pela democracia capitalista; do outro, os árabes, com seu ódio cada vez maior pelo estilo de vida que vai contra as leis muçulmanas.
Se existe um herói ou vilão, isso pouco importa, pois cada lado tem sua parcela de culpa. Guerra no Afeganistão, terrorismo em Madri e Londres, preconceito contra a comunidade árabe em vários países, interesses econômicos da maior potência e por aí vai. Somente o passar do tempo poderá proporcionar uma análise mais profunda das consequências dos ataques de 11 de setembro.
Porém, outro fato inusitado aconteceu naquela data. E, que pode ser dita como o pior acontecimento do dia após os atentados.
Mariah Carey lançou o fiasco “Glitter”, disponível em áudio e vídeo.


Cada palavra de “Viagem à Palestina” (“Le Voyage em Palestine”) vai desconstruindo os estereótipos negativos dados aos palestinos e os positivos que ficam para o Estado de Israel. São pouco mais de 150 páginas que contam, através de várias visões, a precária situação na Terra Santa, na maneira como governo israelense trata o conflito e a falta de respeito aos direitos humanos. A viagem também fora documentada em vídeo, “Escritores das Fronteiras” (“Écrivains des Frontières”). Imagem e leitura se complementam, mas, são nas palavras que o sentimento de cada autor toma forma mais consistente.
Lançado originalmente pela francesa Éditions Climats, o livro é uma emocionante miscelânea de depoimentos dados por alguns monstros do Parlamento Internacional dos Escritores. São testemunhos do estadunidense Russell Banks, do chinês Bei Dao, do sul-africano Breyten Breytenbach, do italiano Vincenzo Consolo, do espanhol Juan Goytisolo e do nigeriano Wole Soyinka, além de duas mensagens, feitas por Hélène Cixous e Jacques Derrida, e, para findar, uma carta assinada por todos os escritores que compõem o Parlamento.
Nenhum Comentário Bei Dao, Breyten Breytenbach, Conflitos, Hélène Cixous, História, Israel, Jacques Derrida, Juan Goytisolo, Mahmoud Darwish, Palestina, Russell Banks, Terrorismo, Vincenzo Consolo, Wole Soyinka Assine nosso RSS! Tags Populares 5 Coisas 101 Discos Babacas Blogosfera Brega Cafona Clara Nunes Comportamento Downloads ETs Evangélicos Gays Humor Idiotices Intolerância Lançamentos Links Música Madonna Mariah Carey MPB Política Pop Racismo Revistas Samba Shows Sociedade